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Após nova ocupação, mais de 200 famílias são retiradas da ‘Cidade das Luzes’

Duzentas e vinte famílias foram retiradas- foto: Josemar Antunes

Duzentas e vinte famílias foram retiradas- foto: Josemar Antunes

Após nova ocupação na invasão ‘Cidade das Luzes’, no Tarumã, Zona Oeste, mais de 200 famílias que alegam ser da etnia indígena foram retiradas, na manhã de quinta-feira (3), por policiais militares do 1º Batalhão de Choque e da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).

O  terreno, ocupado anteriormente por cinco mil famílias, já havia sido desapropriado no dia 11 de dezembro do ano passado, por meio de ordem judicial. A área já estava sendo ocupada pelos supostos índios desde o dia 18 de janeiro deste ano.

A ação contou com o efetivo de 45 policiais militares. Não houve resistência por parte dos invasores. De acordo com o tenente do 1º Batalhão de Choque, Eduardo Reis, as famílias já haviam sido notificadas no dia anterior por um comandante da Comando de Policiamento Especial (CPE) da Polícia Militar.

“A equipe veio ao local para retirar as famílias que insistem em voltar para o terreno que já foi desocupado por ordem judicial. A ação foi tranquila sem a resistência dos invasores”, disse o tenente Reis.

Durante a ação que contou com o efetivo de 45 policiais militares, dois tratores fizeram a demolição dos casebres erguidos no terreno - foto: Josemar Antunes

Durante a ação que contou com o efetivo de 45 policiais militares, dois tratores fizeram a demolição dos casebres erguidos no terreno – foto: Josemar Antunes

Durante a ação, dois tratores pá-carregadeira fizeram a demolição de cerca de 100 casebres construídos no terreno de forma irregular. Além das máquinas pesadas, seis caminhões tipo caçamba disponibilizados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) realizaram o transporte dos pertences das famílias.

O autônomo Stevenson Arimatéia Lindoso da Frota, 25, que se intitula como indígena, disse que a área pertence aos povos indígenas e que abriga várias etnias no terreno denominado ‘Parque das Tribos’. Segundo ele, o local é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e não Área de Preservação Permanente (APP).

“O povo indígena não quer conflito com ninguém. Nós voltamos a ocupar a área que sempre nos pertenceu. Mas, o Estado e a prefeitura de Manaus persistem em retirar as famílias que não têm onde morar. Aqui no Parque das Tribos vivem cerca de 11,43% das etnias existentes no Brasil.  Infelizmente, o Estado não reconhece os nossos direitos. Agora vamos acionar o Ministério Público do Estado (MPE) e Fundação Nacional do Índio (Funai)”, declarou da Frota.

Os policiais militares permaneceram no local até se cumprir a ordem de retirada dos invasores do terreno.

Por Josemar Antunes

 

1 Comment

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  1. Railson Roha

    26 de julho de 2016 at 11:20

    mais de 200 famílias que alegam ser “da etnia indígena” (Ser indígena é uma coisa e ser de uma etnia é outra coisa.)
    -O autônomo Stevenson Arimatéia Lindoso da Frota, 25, que se “intitula como indígena”. (Mas gente, e a autodeclaração? Esse texto tá estranho, não acham? Tô escrevendo aqui pq tenho amigos que trabalham aí no Em Tempo e tenho muita consideração.

    A ideia é fazer uma suíte retificando esse texto

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