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Após motim, polícia encontra túnel em pavilhão do Compaj

urante o tumulto, os internos chegaram a serrar as grades das celas na tentativa de fuga - foto: divulgação

urante o tumulto, os internos chegaram a serrar as grades das celas na tentativa de fuga – foto: divulgação

Após um motim realizado pelos internos do pavilhão 1, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no quilômetro 8 da BR-174, policiais do batalhão de Choque da Polícia Militar encontraram um túnel no pavilhão 5, além de celulares, roteadores de internet, arma branca simulacro, rádio comunicador e droga. A ação ocorreu na tarde dessa terça-feira (24).

O túnel, que provavelmente seria usado na fuga de alguns detentos, foi fechado com cimento, os internos que estava na cela onde o túnel foi descoberto foram colocados em isolamento por dez dias, informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Segundo a Seap, além do túnel, foram encontrados 37 celulares, três roteadores de internet, um PlayStation, um rádio comunicador, três facas, um alicate, um simulacro de pistola, duas porções de maconha e 10 metros de cabo de rede. Todo o material apreendido estava dentro de pisos falsos dentro das celas do presidio.

O secretario do órgão Pedro Florêncio afirmou que outras revistas preventivas serão realizadas no Compaj e nas demais unidades do sistema prisional da capital.

O motim

Conforme o titular da Seap, Pedro Florêncio, o motim foi causado após os presos serem proibidos de saírem das celas.

“ Eu dei ordem para não liberar ninguém das celas hoje, devido a operação ‘La Muralla’, realizada pela Polícia Federal na última sexta-feira (20). Pudemos observar que o crime organizado está sendo comandado de dentro dos presídios e o Estado precisa tomar o controle das unidades prisionais e não permitir que os internos façam isso”, disse Florêncio.

Ainda segundo o secretário, os detentos ficariam nas celas somente durante o dia de ontem (23). Os serviços de alimentação e atendimento médicos seriam feitos nas próprias celas e os detentos não poderiam ter acesso as outras dependências do presídio como a quadra poliesportiva.

Florêncio negou que o motivo do motim tenha sido a transferência do narcotraficante e um dos líderes de facção criminosa José Roberto Fernandes – o ‘Zé Roberto da Compensa’, para um presidio federal. “Não, isso não tem relação com o motim”, falou.

Durante o tumulto, os internos chegaram a serrar as grades das celas na tentativa de fuga, alguns conseguiram sair após usarem um explosivo para abrir a porta, mas foram contidos pelos policiais já no telhado do complexo. Ninguém ficou ferido.

Conforme a Seap, na manhã desta segunda-feira (23), os presos serão liberados para tomar banho, exceto os que se rebelaram, eles ficaram trancados nas celas até segunda ordem.

Por Mara Magalhães

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