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Após ‘mar de gente’ na banda do Galo, mar de lixo toma conta da ‘avenida das Torres’

Por volta das 10h da manhã, apenas uma equipe de limpeza da prefeitura de Manaus realizava a higienização do local – foto: Márcio Melo

Por volta das 10h da manhã, apenas uma equipe de limpeza da prefeitura de Manaus realizava a higienização do local – foto: Márcio Melo

Não foi apenas um grande público que a banda de Carnaval Galo de Manaus levou até a avenida Governador José Lindoso, mais conhecida como ‘avenida das Torres’, na Zona Centro-Sul da capital amazonense. Durante a manhã desta quarta-feira (10), foi possível um verdadeiro ‘mar de lixo’ deixado pelos 150 mil foliões que compareceram ao avento, na tarde desta terça-feira e madrugada de hoje.

Garrafas PET e de cervejas, restos de fantasias e até preservativos se encontravam jogados nos mais distintos pontos da avenida, desde o canteiro central ao acostamentos e árvores ao longo da via. Por volta das 10h da manhã, apenas uma equipe de limpeza da prefeitura de Manaus, formada por aproximadamente 15 garis, realizava a higienização do local. Com a grande quantidade de sujeira, moradores e trabalhadores de locais próximos reclamaram.

De acordo com o vigilante Edison Argemiro, 56, que trabalha próximo à avenida das Torres há mais de 15 anos, o cenário de sujeira é deprimente. Para ele, a falta de conscientização das pessoas é consequência de falta de respeito ao próximo. “A rua é de todos. Eu trabalho aqui há muito tempo e nunca vi esse tipo de coisa. Em outros lugares, nós íamos brincar Carnaval, mas não sujávamos tanto as ruas. Acho que os responsáveis pelo bloco ou pela festa é que deveriam realizar a limpeza”, comentou.

Para a gari que não quis ter o nome revelado, o trabalho realizado no local de bandas, poderia ser revertido para outros pontos da cidade. “Trabalhamos para deixar a cidade bonita. Limpamos tudo para que a população aproveite e veja a cidade limpa. Aqui é uma avenida muito grande e vai ser preciso muitos agentes de limpeza. O tempo que estamos aqui, poderíamos estar em outras localidades”, lembrou.

Durante a presença da equipe de reportagem no local. Banheiros químicos eram higienizados e aos poucos, os agentes de limpeza iam realizando a árdua tarefa de retirada dos lixos deixados pelos foliões. O EM TEMPO tentou contato telefônico com a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (SemulsP), para saber sobre a quantidade de lixo, e agentes de limpeza que iriam atuar no local, assim como um posicionamento sobre a falta de lixeiras públicas, mas até o momento desta publicação, os telefonemas não foram atendidos.

Por Luis Henrique Oliveira

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