Economia

Após manifestação por pagamentos atrasados, Semsa cancela contrato com terceirizada

Trabalhadores estão há três meses sem receber salários - foto: João Paulo Oliveira

Trabalhadores estão há três meses sem receber salários – foto: João Paulo Oliveira

Sem receber salários há três meses, um grupo de 40 agentes de saúde de endemias ligados à empresa D. Flores, terceirizada da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) na época, paralisaram seus trabalhos na tarde desta segunda-feira (12).  Eles realizaram manifestação pacífica em frente à empresa, localizada na rua Emílio Moreira, bairro da Praça 14, na Zona Sul de Manaus.

O grupo reivindica dois a três meses de salários atrasados, falta de pagamento do vale-transporte e irregularidades no fornecimento do almoço.

Após uma denúncia feita por um funcionário de que havia um segurança armado escoltando os gerentes administrativos e o proprietário, duas viaturas da Polícia Militar chegaram ao local para dar reforço na segurança.

O gerente administrativo da empresa D. Flores, Orides Silva, somente dirigiu palavras aos trabalhadores e a imprensa após a chegada da polícia. Ele garantiu que os pagamentos serão sanados a partir desta semana. “O mês de julho será efetuado nesta semana, os meses de agosto e setembro serão efetuados juntamente com a rescisão contratual, que poderá ser paga na outra semana”, disse o representante da empresa D. Flores.

Ameaça

Os manifestantes reclamaram que estão sendo ameaçados pelo segurança da empresa, que não teve o nome revelado. O gerente Orides Silva informou que o segurança é um PM, amigo do dono da empresa. “Ele está aqui para fazer a segurança, manter a ordem no local”, contou Orides.

Caso não seja efetuado o pagamento dos funcionários durante a semana, um dos manifestante garantiu que irá acionar a Justiça.

“Já acionamos dois advogados. Vamos entrar com processo na vara trabalhista, procurar a delegacia do trabalhador. Vamos às últimas instâncias, pois somos trabalhadores, estamos brigando pelos nossos direitos”, disse o agente de saúde de edemias, David Almeida Martins, 27.

O caso

Na última sexta-feira (9), os trabalhadores anunciaram que iriam paralisar os trabalhos, a fim de receberem suas remunerações. O funcionário líder do ato, Jander Auzier, afirmou que a secretária fiscal da Semsa, sem citar o nome da mesma, comprovou que a pasta teria efetuado o repasse para a terceirizada pagar os funcionários.

“Estamos há dois meses com salários atrasados. Eles fornecem almoço quando querem. Nós pagamos o transporte do nosso próprio bolso. Como eles prestam serviço para órgão público, dizem que a prefeitura não repassa dinheiro à empresa. Já procuramos a Semsa e a secretária fiscal comprovou o repasse de R$ 244 mil, feito no último dia 28, entretanto, não estão nos pagando por que não querem”, afirmou Jander.

O funcionário informou ainda que, após inúmeras reclamações de funcionários, a Semsa cortou o contrato com a empresa.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que já efetuou o pagamento para a referida empresa e vai cobrá-la para que realize o pagamento dos funcionários, sob penalidades no contrato.

Por João Paulo Oliveira

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