Política

Após duas derrotas, Cunha tenta salvar financiamento privado de campanhas

Cunha, sofreu uma dupla derrota com a rejeição das suas duas propostas de reforma política, de incluir na Constituição a permissão de doações de empresas e alterar a forma como elegemos deputados e vereadores - foto: Agência Senado

Cunha, sofreu uma dupla derrota com a rejeição das suas duas propostas de reforma política, de incluir na Constituição a permissão de doações de empresas e alterar a forma como elegemos deputados e vereadores – foto: Agência Senado

Após o plenário da Câmara sepultar as chances de mudança no sistema eleitoral do país, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenta salvar como único ponto da reforma política a constitucionalização da permissão que empresas financiem as campanhas políticas.

Com boa interlocução com o empresariado, Cunha decidiu romper um acordo feito no dia anterior e colocará em votação, nesta quarta (27), a proposta de permitir as doações privadas somente aos partidos. As legendas, então, repassariam os recursos aos candidatos.

Nesta terça (26), o plenário rejeitou a proposta de colocar na Constituição a permissão de as empresas doarem para candidatos e partidos. A ideia recebeu 264 votos, 44 a menos do que o mínimo necessário (308).

O acordo era que essa seria a única votação sobre o tema. Com a derrota, porém, os deputados decidiram voltar ao assunto nesta quarta (27).

O temor da cúpula da Casa é que o STF (Supremo Tribunal Federal) conclua o julgamento sobre a proibição do financiamento privado das campanhas, suspenso desde o ano passado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Hoje as empresas são as principais responsáveis por injetar dinheiro nas campanhas. Os candidatos recebem também recursos públicos para bancar suas candidaturas.

 

Por Folhapress

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