Política

Após diálogo ‘bomba’, Jucá insiste que permanência no Planejamento não afeta imagem do governo

Segundo Jucá, Temer o apoiou na escolha de permanecer no Planejamento - foto: ABr

Segundo Jucá, Temer o apoiou na escolha de permanecer no Planejamento – foto: ABr

Apesar de ser o protagonista da primeira crise enfrentada pelo presidente interino, Michel Temer, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, diz que sua permanência à frente da pasta não prejudica a imagem do novo governo.

Segundo Jucá, Temer o apoiou na escolha de permanecer no Planejamento e reiterou que irá junto do presidente entregar a nova meta fiscal, à tarde, no Congresso Nacional. Eles vão se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para definir a votação.

Embora Jucá acredite que não há crise, na manhã desta segunda-feira (23), a bolsa abriu em queda e o dólar alta, o que mostrou o temor dos investidores com o risco causado pelo ministro.

Próximo do meio dia, cerca de 50 manifestantes ocuparam a frente do Ministério do Planejamento. Eles pedem a saída de Michel Temer e acusam Jucá de ser golpista. “Temer mal consegue montar sua equipe, porque os políticos sérios sabem que foi um golpe o que aconteceu”, acusa um dos manifestantes.

“Eu tenho um entendimento errado sobre a imagem do governo e a bolsa. Acho que a bolsa caiu porque a minha saída seria uma baixa para a equipe econômica. Eu faço uma leitura diferente, respaldado pelos agentes econômicos”, afirma Jucá.

Durante entrevista coletiva, o ministro insistiu na tese de que os trechos publicados pela Folha de S.Paulo foram retirados de contexto.

“Estou dizendo que as frases que estão ali, eu tenho repetido abertamente. Disse o mesmo no Roda Viva, na Veja e também na Isto É”, diz.

A Folha de S.Paulo reitera que as informações publicadas pelo jornal não foram retirados de contexto.

Jucá explicou porque se recusou a responder à Folha de S.Paulo os questionamentos que lhe foram enviados. O ministro havia escalado o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para responder às perguntas da reportagem.

“O assunto foi encaminhado ao Kakay porque ele é o advogado. Não vou ficar dando informações sobre o processo judicial. Eu não confio no repórter e nem no veículo. Eu não sei a que ponto passariam a verdade. Eu tenho o direito de colocar o que eu entendo. Para falar com a Folha, eu preciso saber quais são os termos. Por isso, o doutor Kakay tratará de qualquer questão judicial, até para que não tenhamos um desgaste sobre algo que não existe”, afirmou Jucá.

Por Folhapress

1 Comment

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  1. APjr

    23 de maio de 2016 at 16:18

    A lei e ajustiça tem que ser igual para todos !! Fizeram muitíssimo bem até agora, a Polícia e a Justiça Federal, quando botaram na cadeia o Zé Dirceu, o Vaccari Neto, o Nestor Cerveró, o Paulo Roberto da Costa, os outros safados dessa camarilha PTista e os seus cupinchas empreiteiros. E pra esse tal Romero Jucá, processo, e se for culpado, cana pra ele também !! O PRINCÍPIO É A ISONOMIA: nenhum bandido é herói: pisou na bola, CADEIA PRA ELE !! Quanto à ex-presidente: Pedalou, mentiu, aparelhou o estado, apoiou ditaduras sanguinárias, fez empréstimos sigilosos, ideologizou as relações internacionais, desviou bilhões de dólares, tem contas no exterior, criou 11.000.000 de desempregados: IMPEACHMENT PRA ELA !!

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