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Após derrota, técnico do Fluminense e vice de futebol são dispensados

Eduardo Baptista deixa o Fluminense após cinco meses de trabalho - foto: divulgação

Eduardo Baptista deixa o Fluminense após cinco meses de trabalho – foto: divulgação

A derrota para o Botafogo promoveu uma verdadeira reformulação no futebol do Fluminense. O primeiro a cair foi o técnico Eduardo Baptista, mas não foi o único. Em seguida foi também a vez do vice de futebol Mário Bittencourt deixar as Laranjeiras. O cartola virou ídolo da torcida após salvar o clube de mais um rebaixamento nos tribunais em 2013. O diretor de futebol Fernando Simone não é mais responsável pela pasta e ficará suspenso por 30 dias, de acordo com nota oficial do clube.

Eduardo Baptista deixa o Fluminense após cinco meses de trabalho. Ele não resistiu à pressão interna e da torcida e deixou o comando da equipe com 26 jogos, sendo 13 derrotas, cinco empates e oito vitórias.

Contratação contestada desde o início dentro do clube, já que foi uma imposição do presidente Peter Siemsen, ele sai com o time ameaçado de não se classificar para a segunda fase do Campeonato Carioca. O time ainda está no G4 do Grupo B, mas apenas a um ponto do Resende, a primeira equipe fora. Na Primeira Liga, o Flu é o segundo do Grupo A. Na pré-temporada, o elenco foi o penúltimo na Flórida Cup.

Antes da derrota para o Botafogo, o Fluminense já havia perdido o clássico para o Flamengo, por 2 a 1, no domingo passado.

Inicialmente, Eduardo Baptista contava com o apoio da diretoria mesmo com os resultados ruins obtidos neste início de ano. Estava garantido pelo menos até o fim da primeira fase do Campeonato Carioca, mas as derrotas para Flamengo e Botafogo mudaram o panorama e criou um racha no clube.

A pressão dos torcedores também pesou para a saída de Eduardo Baptista. Durante o clássico com o Botafogo, o profissional foi alvo de vaias e até mesmo de uma garrafa de água, arremessada dentro do campo e que quase o atingiu.

Já a demissão do vice de futebol Mário Bittencourt ocorreu justamente porque ele foi o responsável por demitir Eduardo Baptista. Não que o profissional já não teria o mesmo destino com a anuência do presidente. O problema é que Peter Siemsen não foi consultado pelo cartola e ampliou a crise interna.

Assim, o Fluminense não se viu em outra alternativa a não ser demitir Bittencourt e afastar o gerente de futebol Fernando Simone. Peter ainda cogitou manter Eduardo Baptista no comando da equipe, mas o clima estava insustentável para o profissional seguir nas Laranjeiras.

Com a demissão confirmada, o Fluminense tem pressa para contratar novo treinador. O favorito da diretoria é Levir Culpi, que fez grande trabalho no Atlético-MG nos últimos anos até ser trocado por Diego Aguirre. Outros nomes estão na pauta. O clube quer um profissional renomado para retomar a confiança dos torcedores.

Por Folhapress

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