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Após denúncias, nova estação de tratamento de dejetos humanos será construída no IML

 

O parecer, que tem o prazo de dez dias para ser emitido, deverá sair nesta sexta-feira (22) - foto: Ione Moreno

O parecer, que tem o prazo de dez dias para ser emitido, deverá sair nesta sexta-feira (22) – foto: Ione Moreno

Após denúncias de moradores, de que líquidos com fragmentos humanos estão sendo despejados pelo Instituto Médico Legal (IML) em um igarapé localizado na mata ao lado do prédio do órgão, a diretora do IML, Margareth Vidal, informou, na manhã desta quinta-feira (21), que já foi feita a licitação para a construção de uma nova estação de tratamento dos resíduos.

A população local também reclama o forte odor de decomposição na área. Dois fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizaram inspeção na área no último dia 12. O parecer, que tem o prazo de dez dias para ser emitido, deverá sair nesta sexta-feira (22).

De acordo com a diretora do IML, a existência do referido igarapé, assim como a origem das denúncias, são desconhecidas. “Nós recebemos a visita desses fiscais em busca do igarapé. Eu não posso afirmar a existência dele, pois ainda não tenho o resultado do laudo para confirmar. Não é possível ver um curso d’água nas proximidades”, informou Vidal.

A diretora do IML ainda informou que não tem conhecimento de vazamento ou infiltrações dos dejetos líquidos, o chamado necrochorume, passa por três etapas de tratamento. Em duas substações, o elemento é drenado e decantado.  Em seguida, o necrochorume é filtrado no seixo e areia para poder ser jogado na rede de esgoto.

“Não há vazamento nem dentro, nem do lado de fora. Os elementos que são drenados na sala de necropsia, a mistura de água, sangue, secreções dos corpos que são necropsiados, passam por esse processo. Nesse trajeto, não conheço a existência de vazamento algum, por isso solicitei a visita em um especialista em subestações de tratamento de esgoto”, disse a diretora.

O caso, que foi denunciado ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) pelos moradores da área da Cidade Nova 5, Zona Norte de Manaus, será investigado. Até segunda-feira (25), um especialista da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) serão enviados ao local para estudar construção da estação.

“Se for evidenciado isso, o próprio técnico vai nos dar uma solução para que nós possamos continuar o trabalho sem prejuízos, pois não temos em Manaus outro local para receber os corpos para fazer o atendimento, já que o serviço do órgão é 24h”, falou Vidal.

Tratamento de dejetos

Segundo a diretora do IML, a estação de tratamento funciona desde 2011 e que durante todo o tempo de funcionamento, não precisou de manutenção. O processo para construção de uma nova estrutura, que foi orçada em R$ 101 mil no ano passado, está em tramitação na Seinfra. Um novo orçamento deverá ser apresentado pelo órgão para a pasta responsável pela reforma geral do instituto.

Falta de câmaras frigoríficas

Outras denúncias dão conta de que é pouca a quantidade de gavetas na câmara frigorífica, no total 22, para atender a atual demanda de cadáveres que chegam ao IML. Conforme Margareth Vidal, há a necessidade de aumentar para 60 o número de gavetas devido o número de mortes violentas na capital amazonense. Segundo dados do próprio instituto, de oito a 12 cadáveres dão entrada no local todos os dias. Em alguns casos, o número pode chegar a 15.

“A estação pode estar defasada devido o tempo e a demanda de corpos que são recebidos no órgão. Mesmo que a estação tenha sido construída adequadamente, com a passagem do tempo há necessidade de expansão e manutenção”, finalizou Vidal.

Por Cecília Siqueira (especial EM TEMPO Online)

 

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