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Após denúncia, operação da PF desarticula quadrilha que trafica jovens do AM para prostituição na Ásia

Os jovens selecionados se apresentariam quatro vezes em cassinos, hotéis e parques de diversões e ganhariam até R$ 3 mil - foto: Janailto Falcão

Os jovens selecionados se apresentariam quatro vezes em cassinos, hotéis e parques de diversões, ganhando até R$ 3 mil – foto: Janailton Falcão

A operação ‘Salve Jorge, Polícia Federal (PF), confirmou o caso de tráfico humano e exploração sexual no qual está envolvida a empresa Brasil Amazon Show e Productions, segundo denúncia feita pela mãe de uma das vítimas. Os dados sobre as investigações foram informados durante a coletiva na Superintendência da Polícia Federa do Amazonas, bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus.

A suspeita é de que o grupo responsável pela empresa planejava levar jovens amazonenses à Coréia do Sul para exploração sexual. Os anúncios da empresa, publicados nas redes sociais, ainda colocavam a PF como órgão validador dos contratos de trabalho e vistos.

De acordo com informações da PF, o caso é investigado há pelo menos quatro meses, após a mãe de uma das jovens selecionadas pela empresa suspeitar do destino da viagem que a filha faria e denunciou à polícia. A partir daí, as investigações foram iniciadas e o sigilo telefônico das pessoas envolvidas na organização criminosa foi quebrado.

As cinco pessoas que tinham mandato de condução coercitiva, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, foram ouvidos e, depois de terem os passaportes apreendidos, liberados. Todos negaram a acusação feita pela Polícia Federal.
Apesar de ser divulgado como uma seleção para dança, a PF afirma que este não era o critério mais avaliado pelos agenciadores: altura e beleza física eram mais importante no processo seletivo.

Os jovens selecionados se apresentariam quatro vezes em cassinos, hotéis e parques de diversões e ganhariam até R$ 3 mil. A Polícia Federal assegura que as apurações terão continuidade e que outras empresas podem vir a ser investigadas.

Por equipe EM TEMPO online

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