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Após cheia, lixos e resíduos são encontrados nos igarapés de Manaus

Pedaços de madeira, carcaças de eletrodomésticos e até animais mortos estão entre os resíduos encontrados nos igarapés de Manaus -foto: Diego Janatã

Pedaços de madeira, carcaças de eletrodomésticos e até animais mortos estão entre os resíduos encontrados nos igarapés de Manaus – foto: Diego Janatã

Pedaços de madeira, carcaças de eletrodomésticos e até animais mortos estão entre os resíduos encontrados nos igarapés de Manaus, após o fim da cheia deste ano. A presença da sujeira incomoda, principalmente, os moradores que habitam nas margens dos igarapés e pontes construídas sobre a água, pois nesses locais, o lixo ainda mais evidente.

O auxiliar administrativo Igor Cruz, 25, mora desde que nasceu na rua Independência, no bairro da Raiz, Zona Sul, e ressalta que o lixo virou rotina no igarapé da área. Ele ressalta que a situação fica ainda pior no período da vazante. “A prefeitura vem todo ano limpar, mas a sujeira sempre volta e fica pior nesse. Nós, aqui, temos a consciência de não sujar o rio, mas o lixo vem de outros moradores e se aglomera embaixo de nossas casas”, reclamou.

Nas proximidades do igarapé do Franco, na avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste, a situação é parecida e os moradores convivem não só com o lixo, mas o forte odor do local. O professor Lúcio Lima, 45, disse que a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) esteve no local retirando os resíduos no início do mês passado. Entretanto, a sujeira sempre retorna.

“Todos os anos essa sujeira fica acumulada e a demora na limpeza sempre acontece. Este ano achamos que eles iriam limpar tudo rapidamente, porque assim que a água baixou, a Semulsp esteve aqui. Só que mesmo após a limpeza, o lixo voltou e agora está com esse mau cheiro novamente”, comentou o professor.

Ratos e insetos

A sujeira deste período de vazante também atrai ratos, baratas e mosquitos. No residencial Prosamim da 13 de Maio, na Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, os moradores convivem com a presença de ratos e baratas que invadem as residências de quem mora de frente ao igarapé daquela comunidade.

O industriário Marcos Aurélio, 36, informou que fica preocupado com a aparição dos insetos, uma vez que os mesmos saem da sujeira e podem transmitir doenças não só para ele, mas para seus filhos e sua mãe que é idosa.

“Todo dia aparece um monte de lixo. O povo culpa a prefeitura, mas são eles os responsáveis por esta sujeira. Isto é uma falta de vergonha. Se cada um fizesse sua parte, o igarapé não estaria imundo deste jeito”, disse Aurélio.

A reportagem entrou em contato com a Semulsp para verificar quando os igarapés irão passar por limpeza, mas não obteve resposta.

Por Michelle Freitas

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