Dia a dia

Após ataques de piranhas a banhistas, donos de balneário em Iranduba instalam redes de proteção no local

Conforme a proprietária, três pessoas foram atacadas no último sabádo - foto: divulgação/Facebook

Conforme a proprietária, três pessoas foram atacadas no último sábado – foto: divulgação/Facebook

Após banhistas serem atacados por piranhas, no último sábado (27), em um balneário na praia do Japonês, localizado no quilômetro 28 da rodovia AM-070, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), os proprietários do local instalaram nas águas redes de proteção para evitar mais incidentes.

De acordo com uma das proprietárias do balneário, Rosana Ideta, no mesmo dia que ocorreram os ataques foram colocadas redes de proteção do tipo malhadeira, porém, outras redes de um material mais resistente já foram encomendadas.

“A rede de proteção vai ficar distante mais ou menos 100 metros longe da margem da praia. No dia do fato, a equipe do balneário prestou os primeiros socorros às pessoas que sofreram os ataques.  Sempre tomamos muito cuidado para não acontecer nenhum incidente com os clientes, principalmente nos dias de grande movimentação, onde várias crianças ficam nas águas”, disse, ressaltando que os ataques só ocorreram com pessoas adultas.

“Até me assustei quando vi em uma rede social, publicação com a foto de uma criança ferida no pé e a legenda informava que havia sido atacada no nosso balneário, mas se ocorreu aqui, não tomamos conhecimento”, disse Rosana Ideta.

Conforme a empresaria, provavelmente, os peixes foram atraídos para a margem devido aos restos de comidas jogado pelos banhistas.

“Nunca tinha acontecido isso antes. Acreditamos que os restos de comidas jogadas pelos banhistas nos rios tenham atraído os peixes, apesar de avisamos que essa pratica é proibida, algumas pessoas não obedecem, são coisas que fogem ao nosso controle. A pesca também é proibida em toda a extensão da praia”, falou a empresaria.

A secretária do Meio Ambiente do município de Iranduba, Antônia Soares, também atribuiu os ataques aos restos de comida jogadas pelos banhistas.

“Geralmente, esses ataques ocorrem na área do Rio Solimões, mas, como estamos no período de vazante, esses peixes estão procurando águas mais profundas e, devido a isso, estão migrando para outros lugares. Nesse processo, eles acabam sendo atraídos por restos de comidas jogadas em certas praias da região pelos banhistas”, falou a secretaria.

A secretária acrescentou ainda que irá ao local fazer uma averiguação com uma equipe técnica para avaliar as providencias a serem tomadas.

Por Mara Magalhães

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir