Sem categoria

Após ameaças de bombas, prédios da UEA na Darcy Vargas e Carvalho Leal são evacuados

Agentes do Grupamento de Manuseio de Artefatos Explosivos (Marte) foram acionados para isolar a área e  realizar a destruição dos artefatos - foto: Cecília Siqueira

Agentes do Grupamento de Manuseio de Artefatos Explosivos (Marte) foram acionados para isolar a área e realizar a destruição dos artefatos – foto: Cecília Siqueira

Uma ameaça de bomba na manhã desta segunda-feira (15) assustou alunos e servidores de duas unidades da Universidade Estadual de Ensino do Amazonas (UEA) situadas na capital amazonense. A Polícia Militar e agentes do Grupamento de Manuseio de Artefatos Explosivos (Marte) foram acionados e evacuaram os prédios para varreduras nos locais.

De acordo com o reitor da UEA, Cleinaldo Costa, uma ligação anônima avisou sobre a existência de dois objetos explosivos nas dependências da Escola Normal Superior (ENS), situada na avenida Darcy Vargas, bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul e na Escola Superior de Ciências da Saúde, na avenida Carvalho Leal, bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus.

“Por volta de 8h10 recebemos uma ligação para ambas as unidades informando sobre bombas. Imediatamente tomamos providências junto a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o esquadrão antibombas foi acionado rapidamente. Não houve pânico durante evacuação”, informou Costa.

A estudante de gestão pública, Cláudia Pimenta, 40 disse que minutos após entrarem nas salas de aula, os alunos foram orientados a sair para o estacionamento da ENS. “Estava tudo normal quando fomos alertados. A coordenação falou que era um treinamento e fomos deslocados para estacionamento. Quando saímos que soubemos da ameaça e não deixaram mais a gente entrar”, contou Pimenta.

Alunos do curso de geografia informaram que já tinham iniciado uma prova, quando tiveram que deixar a sala.

Já no prédio situado na Cachoeirinha, os alunos foram comunicados sobre a ameaça pelos coordenadores e professores.

O estudante de enfermagem, Davi Fontes Alves, 20, falou que estava assistindo aula, quando todos foram instruídos a formar uma fila para sair do local.“O coordenador comunicou sobre a bomba e nos orientou a ficar longe das dependências da universidade”, disse o jovem.

Possível trote

Nenhum artefato foi encontrado nos locais após varreduras do grupo Marte, mas os prédios continuarão interditados e a previsão é de que as aulas sejam normalizadas a partir das 14h de hoje. Um total de 4.500 pessoas, entre funcionários e alunos, foi prejudicado com o falso alerta de bomba.

“Estamos indignados, não sabemos se foi trote, entretanto a segurança de todos será resguardada. Se nada for encontrado, as unidades vão funcionar e não haverá prejuízo acadêmico. Nós não vamos baixar a cabeça, pois não compactuamos com esse tipo de ameaça”, disse o reitor.

Segundo informações da assessoria, após o término das averiguações nos ambientes das escolas, Cleinaldo Costa deverá se reunir com representantes da SSP-AM para tomarem as devidas providências contra quem possa ter feito às ligações.

“Quem fez teve intenção irrefletida e malévola. A intenção era prejudicar e causar intranquilidade. Naturalmente terá repercussão do ponto de vista jurídico à medida que as investigações apontarem de quem é a responsabilidade por isso”, finalizou Costa.

Por Cecília Siqueira (especial EM TEMPO Online)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir