Economia

Após acordo, trabalhadores do transporte especial cancelam greve geral prevista para hoje

O ato teve início às 5h e foi até às 8h, deixando lento o tráfego nas vias do Armando Mendes – foto: divulgação/Manaustrns

A decisão saiu na tarde de desta terça-feira (31), na Delegacia Regional do Trabalho no Amazonas (DRT) – foto: divulgação/Manaustrns

A greve geral dos trabalhadores dos transportes especiais que estava prevista para ter início nesta quarta-feira (1º) foi cancelada após o acordo de reajuste salarial com o sindicato patronal. A decisão saiu na tarde de desta terça-feira (31), na Delegacia Regional do Trabalho no Amazonas (DRT), em uma reunião que durou cerca de três horas e foi mediada pelo delegado geral Francisco Chagas.

De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Especial, Turismo e Fretamento (SindEspecial), Gabriel Enock, o reajuste salarial da categoria foi de 6%, além de 28% de reajuste da cesta natalina, que antes era de R$ 70 e foi para R$ 90.

A categoria também vai contar com 12,50% de reajuste no ticket alimentação, passando de R$ 12 para R$ 13,50; 7,14% de reajuste no auxílio alimentação dos motoristas executivos, que atualmente é de R$ 28 e vai para R$ 30; e 10,64% de reajuste na cesta básica, passando de R$ 235 para R$ 260. “No vale do dia 20 deste mês, os trabalhadores já terão o aumento no salário”, disse o diretor financeiro.

Preocupação

O presidente do SindEspecial, William Enock, comemorou o acordo, mas afirmou estar preocupado com o que pode acontecer aos trabalhadores. Segundo ele, representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas (Sifetram) estariam fazendo uma pressão na categoria.

“Depois que cederam e concordaram com o reajuste, eles afirmaram que terão que demitir por conta da crise. Eles dizem que o reajuste os deixou em uma situação financeiramente ruim, por isso as demissões podem ocorrer, mas eles querem nos pressionar”, disse Enock.

Para o presidente do Sifetram – sindicato patronal, por conta de todo imbróglio econômico do país, o momento não era para um reajuste, já que até a indústria passa por um dos seus piores períodos. “A indústria, há três anos, não nos repassa nenhum tipo de reajuste que nos dê condições de atender o pedido dos trabalhadores. Agora que o reajuste será concedido, vamos buscar um acordo com a indústria”, observou.

Conforme Cunha, o sindicato patronal concedeu aos trabalhadores, durante sete anos, o reajuste que cobre a inflação e acrescenta 2% de ganho real à categoria, no entanto, a preocupação deste ano é que após o acerto algumas empresas venham à falência.

Ao todo, são 36 empresas associadas ao Sifetram e 40 mil trabalhadores sindicalizados no SindEspecial. Se a greve geral prosseguisse, pelo menos 70 mil trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) seriam prejudicados.

Por Asafe Augusto

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