Economia

Após a greve, Caixa e Basa têm filas normais

Os gerentes das agências estimam que, a procura pelos serviços bancários aumentará 50% em relação aos dias normais, a partir desta quinta-feira – foto: Luana Dávila

Um dia depois da volta dos bancos privados, após a greve que durou 22 dias, nesta quarta-feira (28) foi a vez dos bancários das agências estatais Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia (Basa). Como resultado da paralisação, o movimento dos correntistas nas agências foi considerado intenso. Os gerentes das agências estimam que, a procura pelos serviços bancários aumentará 50% em relação aos dias normais, a partir desta quinta-feira (29).

Desde às 7h da manhã de ontem , correntistas aguardavam pelo atendimento da agência da Caixa, da avenida Eduardo Ribeiro, bairro Centro, Zona Sul. Segundo um funcionário do banco, que não quis se identificar, a agência realiza entre 1 mil e 1,2 mil atendimentos diários em média. “Acredito que amanhã (hoje) o número de atendimentos subirá mais, porque as pessoas ficam sabendo que está normal, a partir do que se é divulgado na mídia”, avaliou.

Entre os serviços operados pela Caixa estavam o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pagamento do seguro desemprego, abertura de contas, assuntos relacionados ao Programa Integração Social (PIS), entre outros.

Os juros do cartão de crédito, por conta da greve, foi o item mais debatido entre os correntistas. “Ainda bem que eles [bancários] voltaram. Depois que o nosso nome fica sujo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) é uma dificuldade para retirar”, comentou o serralheiro Lúcio da Silva Menezes, 70, morador do bairro Compensa 2, Zona Oeste.

No segundo dia pós-greve em bancos privados como o Bradesco, do centro comercial Manaus Casa Center, bairro Chapada, Zona Centro-Sul, correntistas relataram a demora de até 2 horas no atendimento. “A fila para os caixas estava enorme e eu levei quase duas horas no atendimento de outros serviços”, disse o jornalista Gustav Cervinka, 33.

A proposta dos bancos reajusta em 10% o piso salarial e o valor fixo da regra básica, o teto da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), sendo que a parcela adicional será de 2,2% o lucro líquido a ser distribuído diretamente, além de elevar para 10% o índice de reajuste sobre o salário e em 14% os vales alimentação e refeição.

Por Luis Henrique Oliveira

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