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Após 8 anos, Semed reajusta em 10% auxílio alimentação de professores

Os funcionários da pasta com contrato de 20h de carga de trabalho semanal, que recebiam R$ 200 de auxílio alimentação, passarão a receber R$ 220. foto: reprodução.

Os funcionários da pasta com contrato de 20h de carga de trabalho semanal, que recebiam R$ 200 de auxílio alimentação, passarão a receber R$ 220. foto: reprodução.

Os mais de 15 mil servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) terão o auxílio alimentação reajustado em 10%, a partir dos vencimentos deste mês. Do total de profissionais da rede, 12.119 são professores.

A correção do valor gerará um impacto de R$ 360 mil mensais na folha da educação municipal e vem cumprir com o acordo de reajuste salarial celebrado, em junho de 2015 pela prefeitura de Manaus e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). Há oito anos o auxílio não sofria reajuste.

Os funcionários da pasta com contrato de 20h de carga de trabalho semanal, que recebiam R$ 200 de auxílio alimentação, passarão a receber R$ 220. Para os de 40h de carga de trabalho, o valor passa de R$ 300 para R$ 330.

De acordo com a chefe da divisão de oessoal da Semed, Altina Magalhães, o reajuste estava previsto desde julho do ano passado, quando a Lei 2.016, de 13 de julho, foi publicada no Diário Oficial do Município. Ainda segundo Magalhães, os servidores da rede municipal de ensino não recebiam reajuste no auxílio alimentação desde 2008.

“Esse reajuste foi um acordo entre os representes da categoria da educação, o prefeito de Manaus e representantes da Semed, Semad (Secretaria Municipal de Administração, Planejamento e Gestão), Semef (Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Externo) e Casa Civil. Já contabilizamos e já está creditado na folha. O servidor terá esse reajuste agora no final do mês, no pagamento”, explicou.

 

Reajuste do piso nacional

O novo piso salarial nacional dos professores de carga horária de 40h semanais foi anunciado, na última quinta-feira (14), pelo ministro da Educação (MEC), Aloizio Mercadante. O piso teve reajuste de 11,36% e chegou a R$ 2.135,64.

Os professores em sala de aula de 40h, da Semed, têm vencimento base de R$ 2.945,32, mais os benefícios de R$ 294,53 de regência de classe, R$ 330 de auxílio alimentação e R$ 132 de auxílio transporte, o que totaliza R$ 3.701,85 de remuneração mensal, valor 73,3% superior ao nacional e que representa R$ 1.566,21 a mais no pagamento dos educadores da rede municipal de ensino.

Segundo a secretária da Semed, Kátia Schweickardt, o fato dos professores da rede municipal receberem acima do piso nacional, mesmo após o reajuste anunciado no dia 14 deste mês, demonstra a importância e valorização que a atual gestão da Prefeitura de Manaus dá aos educadores da rede.

“Isso mostra o compromisso da nossa prefeitura, da nossa administração com a educação, e que apesar de toda crise que o Brasil vem vivendo, a gente vem colocando foco naquilo que de fato importa, que é um trabalho pedagógico de qualidade, formação e valorização dos nossos professores”, disse.

De 2013 a 2015 foram concedidos reajuste que somam 29,5 pontos percentuais de aumento. Em 2015, mesmo com cenário de crise, o prefeito Arthur Virgílio Neto concedeu reajuste de 9,5% aos educadores da rede municipal de ensino. O salário foi para R$ 1.971,93 (20 horas) e R$ 3.701,85 (40 horas).

 

Com informações da assessoria

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