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Após 2 anos e meio no CPE, Adail Pinheiro é transferido para o Compaj

Adail está preso há dois anos e meio, sob a acusação de comandar um esquema de prostituição infantil em Coari - foto: reprodução

Adail está preso há dois anos e meio, sob a acusação de comandar um esquema de prostituição infantil em Coari – foto: reprodução

Depois de dois anos ‘abrigado’ na sede do Comando de Policiamento Especializado (CPE), o ex-prefeito de Coari (a 366 quilômetros de Manaus), Adail Pinheiro, foi transferido na manhã desta quarta-feira (19) para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no quilômetro 8 da BR-174.

A ação foi determinada pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Luiz Carlos Valois, na última terça-feira (19). Ontem, a 60ª Promotoria Especializada no Controle Externo da Atividade Policial (Proceap), órgão vinculado ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), enviou ao Comando da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) e à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP/AM) uma recomendação para transferência dos presos que estão aguardando os julgamentos na carceragem improvisada do CPE, situado no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus, alegando com o local não tem condições para abrigar presos de justiça.

Adail estava preso há dois anos e meio, sob a acusação de comandar um esquema de prostituição infantil em Coari. O político foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), em novembro de 2014, a 11 anos de prisão em regime fechado pelo crime, porém, desde fevereiro do referido ano já estava preso no CPE.

Antes de ser levado para o Compaj, Adaill realizou exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML), onde chegou por volta das 11h30 em uma viatura da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). O procedimento durou cerca de 15 minutos e, em seguida, ele seguiu para o presídio. Adail estava trajando uma camisa listrada, calça azul e não usava algemas.

De acordo com o titular da Secretaria de Administração Penitenciaria (Seap), Pedro Florêncio, Adail ficará em uma cela do regime de segurança externo que fica localizado dentro do regime fechado do Compaj, mas distante dos pavilhões onde ficam os outros internos.

“Não tenho nenhuma cela diferenciada em nenhuma unidade prisional do estado, todas são celas normais. Ele vai na área de segurança externo dentro do regime fechado, mas fica distante dos pavilhões. Nessas celas estão presos ex-policiais, estupradores, pessoas que não podem ficar com a massa carcerária”, explicou Pedro Florêncio.

Mara Magalhães

Portal EM TEMPO

 

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