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Aplicativo feito na UEA facilita comunicação para deficientes auditivos no Estado

A nova tecnologia, que é baseada em inteligência artificial e possibilita a comunicação entre surdos e pessoas que não sabem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) - foto: divulgação

A nova tecnologia, que é baseada em inteligência artificial e possibilita a comunicação entre surdos e pessoas que não sabem Libras – foto: divulgação

Um aplicativo de celular e uma braçadeira que capta movimentos musculares estão facilitando a comunicação de pessoas com deficiência auditiva no Amazonas. Na manhã desta quinta-feira (29), o governador José Melo fez a entrega oficial dos primeiros kits do equipamento, que vão contemplar 100 pessoas surdas do cadastro da Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência (Seped).

A nova tecnologia, que é baseada em inteligência artificial e possibilita a comunicação entre surdos e pessoas que não sabem a Língua Brasileira de Sinais (Libras), foi desenvolvida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) no projeto ‘Giullia – Mãos que Falam’, e começa a chegar aos primeiros beneficiados.

O cadastro de pessoas surdas ainda continua disponível na Seped. A expectativa é que o número de beneficiados seja ampliado e, em uma próxima fase, a proposta é levar para escolas especializadas no atendimento de crianças surdas.

Os primeiros aparelhos foram viabilizados pelo governo do Estado através do apoio da empresa Recofarma, no valor de R$ 800 mil. De acordo com o governador, outras fábricas estão sendo procuradas para participar.

“É um equipamento fantástico e queremos que empresas abracem a ideia e produzam. É um projeto que nos dá muito orgulho”, frisou Melo.

O governador destacou a colaboração das empresas do Polo Industrial de Manaus no apoio aos projetos da Universidade. Atualmente, com financiamento de seis fábricas, 12 projetos de pesquisa são tocados na UEA.

O projeto Giullia foi idealizado pelo professor da UEA, Manuel Cardoso, e consiste no desenvolvimento de uma braçadeira com sensor que traduz em som o significado de movimentos de quem está utilizando o aparelho. A braçadeira é posicionada logo abaixo do cotovelo, onde são captados os sinais biológicos dos músculos do antebraço e da mão. O sensor capta esses sinais e os transmite, via ‘bluetooth’, para um aparelho celular.

De acordo com o pesquisador, a ideia é que, em breve, a tecnologia esteja disponível no mercado de consumo. As negociações com empresas fabricantes de celulares já começaram.
“Estamos buscando parceiros, um fabricante de celulares, com o qual a gente aportaria o uso da patente para que eles pudessem produzir em escalas maiores”.

Interessados em ser atendidos pelo projeto ainda podem fazer o cadastro na Seped. O registro é feito na sede da Secretaria, localizada na avenida Mário Ypiranga, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul. Na Seped, o atendimento é feito na Central de Intérprete de Libras, no horário das 8h às 16h.

Com informações da assessoria

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