Dia a dia

Apesar do impacto junto a condutores particulares, usuários de ônibus relatam melhorias no transporte com a Faixa Azul

Nas plataformas da Faixa Azul circulam os ônibus articulados, transportando, de uma vez só, até 120 passageiros cada - foto: divulgação

Nas plataformas da Faixa Azul circulam os ônibus articulados, transportando, de uma vez só, até 120 passageiros cada – foto: divulgação

Mesmo com o impacto causado no trânsito para condutores de veículos particulares, usuários do transporte coletivo que circulam pela zona Norte de Manaus destacaram, nesta quinta-feira (22), aspectos positivos resultantes do projeto de mobilidade que está começando com a ampliação da Faixa Azul. São passageiros que utilizam ônibus para ir à escola ou ao trabalho.

Entre eles, está a universitária Andréa Vasconcelos que, diariamente, pega dois coletivos para ir à faculdade. “Quem tem carro pode cortar caminho, nós usuários de ônibus não. Temos uma rota a seguir. Antes eu levava 40 minutos para chegar até a universidade. Agora, eu levo 20”, destacou.  Para o autônomo Cesimar Soares, a faixa azul foi um dos melhores projetos à população. “Agora, o trabalhador tem condições de chegar mais rápido no trabalho e em casa”, disse.

Segundo a prefeitura, aproximadamente 60 ônibus articulados embarcam e desembarcam nas 14 plataformas centrais localizadas na extensão das avenidas Torquato Tapajós, Max Teixeira e Noel Nutels. Com a ampliação da Faixa Azul até o Terminal de Integração da Cidade Nova (T3), por onde passam diariamente 45 mil pessoas em dias úteis, mais usuários passaram a ser beneficiados pelo sistema.

Nas plataformas da Faixa Azul circulam os ônibus articulados, que podem transportar de uma vez só, em média, 120 passageiros cada um. Em números ainda, juntas, as linhas que utilizam a Faixa Azul nas vias onde teve início a orientação dos agentes de trânsito nesta quinta-feira transportam mais de 1,2 milhões de pessoas por mês.

Já entre os condutores de carros de passeio e outras finalidades há quem reclame da proposta, sobretudo, devido ao fato de a Faixa Azul contemplar a minoria dos coletivos da frota existente na cidade, já que a grande maioria circula pela via da direita.

“Não concordo com essa “Faixa Azul”, porque quem dirige carro pequeno ficou prejudicado. Estamos sendo obrigados a disputar espaço com os outros ônibus que sobraram, e com isso o trânsito ficou muito mais lento que nos dias anteriores”, reclamou o comerciante Ricardo Barbosa, 39.

Legislações
A implantação da Faixa Azul, ou corredores preferenciais, tem, de acordo com a prefeitura, embasamento em legislações federal e municipal de mobilidade. Ao priorizar o transporte coletivo, cumpre-se a Lei nº 12.587/2012, além da cidade estar se adequando ao Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob), aprovado ano passado.

“A Faixa Azul privilegia o transporte público. É um sistema que funciona em várias capitais do país, além de ser amparado por lei federal, a lei da mobilidade urbana. No corredor, tem-se um aumento na velocidade operacional de dez quilômetros por hora”, explica o superintendente municipal de Transportes Urbanos, Thiago Balbi.

O diretor-presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Eudes Albuquerque, lembrou que qualquer mudança, gera um conjunto de visões e opiniões em seu início. “Por qualquer mudança que nossa cidade passe é normal que as pessoas tenham outra visão, questionem. A Faixa Azul é parte de um projeto maior de mobilidade, em andamento. E mesmo sem ela o trânsito já é lento nestas vias da Zona Norte”.

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