Dia a dia

Aos 66 dias de greve, docentes da UFAM realizam nova assembleia nesta quinta-feira.

Os docentes realizaram hoje a tarde (19) uma reunião de estruturação para as discussões a serem abordadas amanhã (20). Foto: Divulgação/Adua

Os docentes realizaram hoje a tarde (19) uma reunião de estruturação para as discussões a serem abordadas amanhã (20). Foto: Divulgação/Adua

Em greve há 66 dias, docentes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que aderiam ao movimento deflagrado no dia 28 de maio, programam para esta quinta-feira (19), uma nova assembleia, desta vez, o grupo pretende fazer uma avaliação das ações do movimento paredista e a reafirmação dos cinco eixos da pauta de reivindicações e estratégias de negociação dos servidores.

A assembleia está marcada para iniciar às 9h, no auditório Rio Amazonas, na Faculdade de Estudos Sociais (FES), setor norte do Campus Universitário.

O objetivo desta nova assembleia é discutir a instância máxima de deliberação da categoria e fazer uma avaliação das ações do movimento, além de definir novas estratégias de negociação dos cinco eixos da pauta defendida pelos docentes, que desde o dia 15 de julho reivindicam melhores condições de trabalho, com garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial de docentes ativos e aposentados.

A maioria dos docentes da instituição continua em greve e o calendário acadêmico só deve ser normalizado após o fim da paralisação. Nesta terça (18), em debate realizado na sede da Associação dos Docentes da Universidade
Federal do Amazonas  ADUA, o titular da Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg), professor Lucídio Rocha, informou que, até aquele momento, 54% das disciplinas ministradas nos cursos oferecidos pela Ufam no 1º semestre letivo de 2015 permaneciam sem as notas lançadas no sistema da instituição. A informação reforça a adesão da ampla maioria dos docentes ao movimento.

Status da negociação

Em todo o país, 45 instituições federais aderiram ao movimento nacional, que estão com as atividades paralisadas á 84 dias, desde a deflagração nacional, no dia 28 de maio, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) enfatizaram, em reuniões com o movimento, a questão do índice salarial, deixando de lado os outros pontos de reivindicações. Mediante a recusa imediata das entidades federais em greve, a segunda e definitiva proposta encaminhada pelo Governo manteve o índice de 21,3% parcelados em quatro anos, acrescida dos benefícios (acréscimo de 22,5% para auxílio-alimentação, 23% para saúde e 317% para creche).

Por considerar definitiva a proposta, o Governo, por meio do MPOG, deu o prazo, até 31 de julho, para que o Fórum dos Servidores Públicos Federais (SPF) se posicionasse. Porém, na reunião do Fórum dos SPF, realizada em 22 de julho, os representantes do MPOG e MEC continuaram focando apenas para a questão salarial, sendo esses ensaios rejeitados pelas categoriais em greve, pois demonstraram a intenção do Governo em não discutir os demais pontos da pauta.

“Diante da recusa do governo federal em propor soluções efetivas e do crescimento do movimento paredista com a adesão de novas Instituições Federais de Ensino (IFE), é preciso construir novas estratégias de negociação da pauta da greve nacional dos docentes. Nesse sentido devemos buscar novas estratégias para garantir possíveis contrapropostas, uma vez que a pauta não se reduz apenas à questão salarial”, diz trecho do comunicado do CLG da ADUA, explicando o motivo da convocação da AG.

 

Por Mairkon Castro

 

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