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Anúncio de bebê na OLX foi feito por inimiga da mãe, diz PC

Um inquérito policial foi instaurado para apurar o crime - foto: reprodução

Um inquérito policial foi instaurado para apurar o crime – foto: reprodução

Para se vingar de seu desafeto, uma mulher que até o momento não teve a identidade revelada,  publicou no site de ofertas online da OLX a venda de um bebê recém-nascido. A mãe da criança, uma dona de casa de 24 anos, que estuda com a acusada, registou um Boletim de Ocorrência (B.O) no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no domingo (6), onde alegou inocência.

As informações foram confirmadas pela titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Juliana Tuma.

A titular da Depca informou que uma amiga da mãe, cuja identidade também não foi revelada, prestou depoimento e confirmou a versão apresentada pela mãe. “Descobrimos que a conta havia sido hackeada porque é vinculada com o Facebook. Mas o número dado para contato foi da amiga da mãe, que estuda com ela”, explicou.

Conforme a Polícia Civil, há suspeitas que a foto do bebê tenha sido retirada de um grupo do aplicativo de mensagens instantâneas Whatsapp, que as partes participam, relacionado à faculdade de fisioterapia. À polícia, a amiga da mãe da criança informou que estranhou o fato de várias pessoas ligarem,  ameaçando de morte por conta do anúncio da venda de um bebê. “A amiga dela disse que estava recebendo ligações de diversos números relacionados à venda de uma criança e quando foi procurar reconheceu a foto do bebê se sua amiga”, completou a delegada.

A polícia não informou qual seria a motivação da vingança, no entanto, as investigações estão em andamento para tentar identificar a autoria da postagem.

Em depoimento à polícia no domingo (6), a mãe do bebê informou ao plantonista do 6º DIP, Gerson Oliveira, que criou uma conta no site há alguns meses para vender cosméticos, e que não tem ideia de quem teria publicado este anúncio.

Quando ficar comprovada a autoria, a acusada poderá responder pelo artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que diz: “Prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa”, com pena em reclusão de 1 a 4 anos de cadeia e multa.

Por Thaís Gama

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