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Ano novo pode ser mais assombroso para o PIM

As interferências políticas são no geral o principal motivo para um ano ainda mais assombroso do que 2015 - Foto: Diego Janatã

As interferências políticas são no geral o principal motivo para um ano ainda mais assombroso do que 2015 – Foto: Diego Janatã

De um ano difícil na economia para um ainda pior é como resumem representantes dos setores econômicos do Amazonas, a perspectiva para a temporada de 2016. As interferências políticas são no geral o principal motivo para um ano ainda mais assombroso do que 2015, quando o país registrou acentuado índice de desemprego, altas taxas de juros e a pressão da inflação causada pelo aumento de preços dos combustíveis, gás de cozinha, alimentação e energia elétrica.

Todos os índices negativos podem levar a situações piores nos próximos 12 meses pelo agravamento da falta de confiança dos consumidores que afetam o comércio e os serviços, bem como dos investidores nacionais e estrangeiros que, segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, podem prejudicar ainda mais a indústria brasileira.

Azevedo aponta que, se 2014 não foi um ano bom, 2015 foi ainda pior e para 2016 ele afirma que o setor não tem grandes perspectivas de retomada do crescimento. “A crise generalizada no país não é um problema causado pela economia, mas é uma crise institucional, causada pela política que influencia em todas as atividades econômicas do Brasil”, avalia.

Segundo ele, o Polo Industrial de Manaus (PIM) que começou 2015 com, aproximadamente, 126 mil empregos, deverá fechar a temporada de produção com 94 mil empregos. Já o faturamento que em 2014 que foi de R$ 83 bilhões, neste ano, segundo o Azevedo, será de até R$ 76 bilhões, uma queda média de 9%. Quando calculado pelo dólar, o prejuízo será de 33%, uma vez que no ano passado o PIM registrou faturamento de R$ 37 bilhões, e neste ano deverá arrecadar de R$ 24 a 25 bilhões.

“Quando a economia está ruim no país nós sentimos um impacto muito grande. Os bens de consumo duráveis que nós produzimos são as primeiras coisas que as pessoas deixam de comprar em momentos de crise. Os juros altos, a inflação alta, o desemprego em todos os setores impacta diretamente no consumo, porque sem consumo o comércio não vende, por isso não tem pedidos para a indústria, que não produz e ajusta todo o seu programa de produção com redução de pessoal”, explica Azevedo.

Para o próximo ano, o vice-presidente do Fieam diz que a indústria torce para que o governo trace caminho novo para retomada da credibilidade do país e reconquiste a confiança dos consumidores e dos investidores. Sem isso, a crise poderá acentuar as perdas que a Zona Franca de Manaus (ZFM) registrou com o fechamento de fábricas que deixaram inúmeros prédios nos distritos industriais e que hoje fechados estão para aluguel ou venda.

Sem uma luz no fim do túnel, Azevedo aponta que o mês de janeiro será de preocupação por conta da crise política quer vive o país, com a ameaça de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e as indefinições quanto ao comando da Câmara dos Deputados, cujo presidente Eduardo Cunha tem contra ele uma série de graves acusações de corrupção.

Por Emerson Quaresma

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