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Anistia Internacional pede que líderes europeus evitem desastre nos Bálcã

A reunião de líderes europeus prevista para este domingo (25) para analisar a crise dos migrantes deve buscar evitar um “desastre iminente” para os que tentam chegar ao norte da Europa pelos Bálcãs, alertou hoje a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI).

Em comunicado, a organização sediada em Londres considera que os dirigentes dos países que estão na rota principal seguida pelos migrantes nos Bálcãs e na Europa Central não podem se deslocar para esta nova reunião em Bruxelas sem um plano de ação realizável que proteja as necessidades e os direitos daquelas pessoas.

A AI alerta que, atualmente, os Bálcãs registram temperaturas abaixo de zero à noite e que muitos migrantes acampam ao ar livre de passagem pela Sérvia, Croácia, Eslovênia e Áustria.

Com a aproximação do inverno, “o fato de existirem milhares de migrantes dormindo ao relento no caminho pela Europa representa o fracasso da União Europeia em dar uma resposta direta e coordenada à crise dos migrantes”, disse John Dalhuisen, diretor para a Europa e Ásia Central da Anistia Internacional.

Dalhuisen indicou que os investigadores da AI encontraram na quinta-feira (21) em Brecize, cidade na Croácia próxima da fronteira eslovena, cerca de 2 mil migrantes acampados ao relento com temperaturas de 5°C.

“A União Europeia tem mecanismos e, em conjunto, dinheiro para assegurar as condições de acolhimento adequadas para todos os refugiados e imigrantes que chegam, e devem utilizá-los para acabar com a marcha de miséria de centenas de milhares” de pessoas, destacou a organização.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, convocou para domingo (25) uma reunião extraordinária na qual líderes europeus procurarão uma resposta para a crise migratória nos Bálcãs.

O encontro em Bruxelas vai reunir os líderes da Macedônia e da Sérvia, que não são estados-membros da União Europeia, com líderes de oito países do bloco europeu: Áustria, Bulgária, Croácia, Alemanha, Grécia, Hungria, Romênia e Eslovênia.

A Bulgária, a Romênia e a Sérvia ameaçaram hoje fechar as suas fronteiras se os países da União deixarem de aceitar migrantes. De acordo com o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borisov, os três países querem uma solução para a crise à escala europeia, mas não estão preparados para se tornar uma “zona tampão” para as dezenas de milhares de recém-chegados.

 

Por Agencia brasil

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