Política

Análise de contas de Dilma não devem gerar instabilidade, diz ministro

Integrante do grupo de ministros que atua na articulação política do governo federal, Eduardo Braga (Minas e Energia) afirmou nesta sexta-feira (14) que possíveis decisões do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre as contas da União servirão para criar novos parâmetros fiscais.

Braga deu a entender, ainda que de maneira velada, que a possibilidade de uma recusa das contas não deveria ser usado como argumento para dar início a um processo de impeachment da presidente da República.

De acordo com o ministro, o Brasil tem “maturidade democrática suficiente para fazer ajustes na sua contabilidade” sem que isso se traduza em instabilidade política.

Segundo ele, a partir da decisão do tribunal, medidas para em direção a novas formas de administrar as contas públicas serão tomadas.

“O que eu entendo e as pessoas que não querem discutir isso com viés político partidário e com viés emocional sabem é que qualquer decisão que o Tribunal de Contas venha a adotar tem que ser para frente”, disse, em coletiva de imprensa na sede de Furnas, no Rio.

Braga esteve na manhã desta sexta em uma visita na subestação de energia que fornecerá eletricidade ao Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, que concentrará arenas para os jogos de 2016. Também esteve na visita o relator do processo que analisa as contas de 2014 da União, o ministro Augusto Nardes. Braga afirmou que os dois não conversaram sobre o assunto.

“Eles [os ministros do TCU] terão que analisar as contas e definir uma nova parametrização contábil, uma nova parametrização do endividamento, de como é feita a contabilidade da União.”

O ministro, que participou no início dessa semana de reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros, numa estratégia do planalto para aplacar a crise política, afirmou estar otimista com o futuro institucional do país.

Segundo Braga, o Brasil sairá fortalecido da Lava Jato, que apura desvios na Petrobras.

“O Brasil sairá mais robusto no pós Lava Jato. Acho que teremos mais transparência e mais compliance [governança] nas contas públicas e nas contas corporativas das empresas de economia mista. Isso tudo vai trazer uma melhora significativa para a gestão pública do país. Acho que a questão do TCU se insere nesse contexto”.

Por fim, disse que seu partido, o PMDB, não é favorável ao impeachment e não pactua com a ideia do “quanto pior, melhor”.

 

Por Agênciabrasil

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