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Amigos de triatleta morto atropelado no Amazonas se sentem inseguros nas ruas

Praticantes de triátlon lamenta falta de infraestrutura para a prática esportiva e a má educação dos condutores de Manaus – foto: Diego Janatã

Praticantes de triátlon lamenta falta de infraestrutura para a prática esportiva e a má educação dos condutores de Manaus – foto: Diego Janatã

Após a morte do triatleta Eldes Ayres Júnior, 35, o medo tomou conta dos ciclistas amadores e profissionais do Estado. De acordo com o triatleta Otavio Luís Fontanetti, muitos atletas querem abortar os treinamentos para a Challenge Family, competição mundial de triátlon que acontecerá em Manaus no dia 20 de março deste ano, no qual Eldes competiria e era um dos atletas mais fortes da categoria.

“Toda prova na Ponta Negra tem acidente, isso é reflexo de uma cidade despreparada. Eu adoro Manaus, mas está difícil treinar aqui, muito menos competir”, desabafou o triatleta, ressaltando que a polícia deveria proteger os ciclistas e não tratá-los como intrusos no trânsito.

Segundo Fontanetti, nas rodovias há muitas irregularidades e condutores negligentes, e pouca educação. “Aqui os motoristas jogam o carro em cima do ciclista e acham que estão certos. Falta educação e respeito, pois o que há é a covardia com quem está treinando. O sentimento é que com tanta falta de estrutura vivemos em uma terra sem lei”, ponderou.

Para Carlos Eduardo, que é proprietário da loja O Ciclista Elétrico, a sociedade e o poder público precisam levantar debates sobre o trânsito e tudo que o envolve. Conforme o empresário Manaus precisa ser um local seguro para treinamentos e se tornar referência para ciclistas de todo Brasil.

“Tanto o amador e o profissional não contam com pista exclusiva para pedalar, e atrelado a isso está a falta de respeito das pessoas, principalmente condutores. Se as pessoas acham que não é importante essa causa, é só imaginar que é o Neymar treinando na pista”, desabafou.

O sepultamento do triatleta ocorreu na tarde de ontem, no cemitério Parque Tarumã, na Zona Oeste, em meio às últimas homenagens prestadas por parentes e amigos.

Por Asafe Augusto

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