Dia a dia

Ambulantes ameaçam invadir lojas se forem retirados da João Valério

Vendedores de diferentes produtos podem ser encontrados na avenida João Valério – Arthur Castro

Revoltados com a fiscalização feita pela Secretaria Municipal de Produção, Abastecimento, Feiras e Mercados (Sempab) nesta terça-feira (14), nas avenidas João Valério e Djalma Batista, no Vieiralves, Zona Centro-Sul de Manaus, os ambulantes ameaçam invadir e quebrar as lojas do local se forem retirados novamente da área. Eles devem fazer uma manifestação caso ocorra outras fiscalizações.

Os vendedores reclamaram do prejuízo que tiveram por conta da apreensão dos produtos que são comercializados no semáforo da João Valério, esquina com a avenida Djalma Batista. Cerca de 50 ambulantes trabalham na área vendendo frutas, água, acessórios eletrônicos, limpadores de para-brisas e malabaristas.

“Se tiver outras fiscalizações, nós vamos invadir as lojas e quebrar tudo. Estamos preparando uma manifestação também. Vamos atear fogo em pneus e fechar a João Valério. O que estão fazendo com a gente não se faz com ninguém. Estamos trabalhando, não estamos roubando. Somos todos pais de família”, bradou um dos vendedores, que preferiu não se identificar.

Outro vendedor, que também não quis se identificar, reclamou dos prejuízos. “Eles chegam e levam todas as nossas mercadorias e nós ficamos no prejuízo. Eu perdi aproximadamente R$ 1.300; meu colega, R$ 600; outro R$ 400 e por aí vai. Não roubamos esses produtos. Quem vai pagar o nosso prejuízo? Além de levarem as nossas mercadorias, ainda nos humilham. Ninguém aqui é bandido, só queremos o direito de trabalhar”, disse indignado o ambulante.

Ação fiscalizadora

A fiscalização foi feita para coibir o comércio informal de ambulantes na avenida João Valério, após uma denúncia feita pela Associação dos Empresários do Vieiralves (AEV). Além dos agentes da Sempab, policiais militares da 22ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) participaram da fiscalização.

Conforme a Sempab, todos os vendedores já tinham sido notificados e orientandos a deixarem o espaço público. Também foram advertidos para deixarem as calçadas e outros espaços com o objetivo de não atrapalhar o tráfego de carros e pedestres.

As frutas apreendidas, segundo a Sempab, foram doadas para instituição de caridade ‘Coração do Pai’ e Instituto Casa do Cidadão Manoel Marçal. Ainda conforme o órgão, as fiscalizações irão continuar até os vendedores saírem do local.

Reclamação

Os lojistas da área reclamam da insegurança que os vendedores geram nos clientes. Outra reclamação, por tarde dos empresários, é a forma com que alguns vendedores abordam as pessoas e motoristas na região, principalmente durante o período da noite.

Conforme a AEV, no último ano, cresceu muito o número de ambulantes atuando nas ruas do Vieiralves. Em alguns dias, chega a, cerca de, 50 pessoas nos principais cruzamentos.

A associação dos lojistas acredita que este é um problema social que deve ser encarado com seriedade pelo poder público, com a garantia de programas sociais, de emprego e renda para os ambulantes.

“Não reclamamos tanto sobre o fato deles venderem na área, mas sim pela insegurança que os vendedores geram nos nossos clientes. Os lojistas reclamam da abordagem de alguns durante a noite. Essa sensação de insegurança nos prejudica”, falou a presidente da AEV, Adlinez Moreno.

Mara Magalhães
EM TEMPO

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