Economia

Amazônia vira palco para a aceleração de startups

Plano que visa a estimular o desenvolvimento de startups de várias áreas econômicas, na Amazônia, foi apresentado pelo Sebrae, em Manaus - foto: divulgação

Plano que visa a estimular o desenvolvimento de startups de várias áreas econômicas, na Amazônia, foi apresentado pelo Sebrae, em Manaus – foto: divulgação

As possibilidades econômicas da Amazônia, como bioeconomia, fármacos, cosméticos e turismo, serão exploradas por 70 jovens empreendedores, por meio de startups (ideias de negócio em desenvolvimento).

A exploração vai ocorrer por meio do projeto Sebrae Startup Jungle, que acontecerá entre os dias 23 e 25 de setembro, no hotel Amazonas Jungle Palace, localizado na margem direita do Rio Negro, segundo anunciou, na semana passada, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O gerente nacional de Atendimento Setorial de Serviços do Sebrae, André Spinola, afirma que o projeto vai fazer a aceleração do processo de amadurecimento dessas 70 startups do país, tendo a Amazônia como plano de fundo.

Segundo ele, ainda é cedo para falar em geração de emprego e renda por meio das novas empresas que podem surgir, mas é uma possibilidade real na medida em que o projeto pretende que, ao menos 10%, ou seja, sete dessas sementes se tornem negócios concretos para o Amazonas e para o Brasil.

“A partir do momento que as empresas vão ‘performar’, elas irão crescer e podem gerar centenas ou milhares de empregos, o que acontece com frequência nesse ramo de tecnologia e na seara de startups”, avalia Spinola.

O projeto

Os 70 jovens irão passar três dias seguidos em um ambiente cercado de selva tendo à sua disposição, consultorias, palestras, dinâmicas de interação com assunto de mercado, inovação e gestão, amadurecendo suas ideias de negócios. Depois, eles deverão apresentar as suas ideias para uma bancada de investidores e especialistas que irão avaliar o potencial do projeto e acompanhar esse processo até que as startups possam se tornar grandes empresas.

No último dia, os três melhores projetos avaliados irão ganhar como prêmio o direito de participar da melhor feira de startups do Brasil, que ocorrerá em São Paulo.

Startups

A gerente do projeto Gláucia Mendes falou que a tendência e o crescimento das startups, em Manaus, têm mexido com a economia local, porque o jovem que possui conhecimento técnico tem sido inserido no processo empreendedor, o que é positivo para a economia local que já conta com um ecossistema especializado em startups, que é o Jaraqui Valley.

O nome faz alusão ao Vale do Silício da Califórnia nos Estados Unidos, berço de empresas gigantes da tecnologia, como Google e Facebook.

“Nós estamos no caminho certo. Claro que comparado ao Vale do Silício nós ainda estamos atrás. Mas, dentro dos ecossistemas brasileiros de startups nós já temos muita representatividade”, declara a gerente, ao destacar que, desde 2014, o ramo de startup tem crescido, em Manaus, e o Sebrae faz parte deste ecossistema porque percebeu que as startups se desenvolvem e começou a fomentar esse crescimento.

Por Joandres Xavier

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