Cultura

Amazônia Live é reprovado, e Rock in Rio não pode captar via Lei Rouanet

A Rock World, produtora do Rock in Rio, está impedida de captar dinheiro via Lei Rouanet para o Amazônia Live, evento fechado que seria custeado com verba pública. A decisão foi tomada na noite desta quinta (9), durante reunião da Cnic (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura), colegiado responsável por avaliar projetos submetidos ao Ministério da Cultura.

O caso foi revelado nesta quarta (8) pela Folha de S.Paulo. O maestro Amilson Godoy, titular da área de música da Cnic e relator do projeto, afirmou que os cortes financeiros foram superiores a 50% do total solicitado pela Rock World, o que leva ao indeferimento automático. A produtora queria R$ 8,8 milhões e Godoy, após equiparar os valores àqueles praticados no mercado, reduziu o orçamento para R$ 3,8 milhões.

Anna Paula Montini, titular do setor empresarial, comentou a restrição de público. Ela afirmou que projeto “não cumpre o exigido em lei”, pois estabelece circuito fechado e prejudica a democratização do acesso.

O produtor e pesquisador circense Robson Mol considerou, ainda, o resultado esperado do projeto: um show que seria transmitido em TV comercial. “A lei permite apenas a veiculação em TV pública”, ressaltou.

O evento, que ocorreria no dia 27 de agosto, seria uma apresentação do tenor lírico Plácido Domingo ao lado da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Coral do Amazonas. Apenas 200 jornalistas e formadores de opinião teriam acesso ao show; a população teria de acompanhar o evento por telões ou pelo canal Multishow.

O caráter restritivo é proibido pela lei Rouanet, que veda a concessão de incentivo a eventos que estabeleçam limitações de acesso.

Outro ponto revelado pela reportagem foram os valores solicitados no projeto, alvos de cortes dos pareceristas. O primeiro, que foi favorável ao projeto, reduziu o valor para R$ 5,4 milhões. Já Godoy, contrário, diminuiu para R$ 3,8 milhões. Ambos fizeram cortes de itens como toalhas (R$ 60 mil) e aluguel de equipamento de sonorização (R$ 200 mil).

Também foram feitos cortes em rubricas como cachês de artistas (de R$ 1,2 milhão para R$ 130 mil) e de um arranjador para três jingles (de R$ 150 mil para R$ 30 mil). O cachê da produção caiu de R$ 211 mil para R$ 82 mil.

Por Folhapress

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