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Amazonenses que trabalham como Papai-Noel podem faturar até R$21 mil em quarenta dias

Em Manaus, a atividade é muito requisitada por shoppings e grupos de lojas para atrair a clientela - foto: Márcio Melo

Em Manaus, a atividade é muito requisitada por shoppings e grupos de lojas para atrair a clientela – foto: Márcio Melo

Nesta época do ano, além de distribuir brinquedos para as crianças, amazonenses que trabalham como Papai-Noel também ganham um “gordo” presente em Manaus. Para representar o ‘bom velhinho’ com o seu “barrigão”, barba e roupa vermelha, eles chegam a faturar até R$ 21 mil em um período aproximado de até 40 dias.  

Em Manaus, a atividade é muito requisitada por shoppings e grupos de lojas para atrair a clientela. Alguns centros de compras chegam a fazer contratos de exclusividade e incluem cláusulas que mantêm em segredo o valor pago pelo serviço.

Quando não conseguem encontrar mão de obra local, shoppings da capital chegam a importar o  Papai-Noel de outros Estados.

Demanda

Segundo a empresária Ana Nogueira, responsável pela agência AC Promoções & Eventos, neste ano, grandes centros requisitaram pacotes com a presença de serviços com três Papais-Noéis, além das famosas ajudantes de um dos principais símbolos natalinos, as “noeletes”.
“O mercado está bom neste período. É bem difícil os shoppings não investirem nesse tipo de ação. Eles atuam principalmente na captação de clientes e stands de trocas. Geralmente, o Papai-Noel inicia o período de contrato no dia 15 de novembro e fica no centro até 24 de dezembro”, explicou Ana.

No Amazonas Shopping, um amazonense de 42 anos, que pediu para não ter o nome divulgado, encarna o papel do “bom velhinho” há pelo menos 15 anos. Segundo ele, quando começou, encarnava a figura natalina com barba de verdade.

Ele conta que iniciou a vida alegrando crianças e adultos ainda jovem. “Minha primeira roupa de Papai-Noel foi com 21 anos, quando eu trabalhava em uma escola particular, onde trabalhei e fazia vários eventos com os jovens. Tinha uma pessoa que ganhava dinheiro comigo, quando eu era aquele Papai-Noel. Eu nunca ganhei, só queria alegrar o pessoal e meu objetivo é esse até hoje”, revela o “Santa Claus baré”.

Investimento para comprar roupa original

Para incorporar o Papai-Noel, o amazonense afirma que conseguiu o primeiro contrato com uma marca de refrigerantes, antes de ser contratado pelo Amazonas Shopping. Ele frisa que a maratona de até sete horas não é fácil e que sempre procura inovar em suas ações com aperfeiçoamentos para ficar mais parecido com o personagem.

“Trouxe uma indumentária dos Estados Unidos, revestida e própria de frio, original. Estou acostumado com os trajes, mas é muito calor. Hoje os Papais-Noéis que vêm de outros Estados não têm todos esses adereços”, pondera.

Por Cecilia Siqueira

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