Esportes

Amazonenses que chegaram perto das Olimpíadas, agora sentem o gostinho dos jogos apenas pela TV

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A TV também tem estimulado os amazonenses a se empenharem mais na preparação para os próximos jogos olímpicos – ilustração: Elvis Chaves

As amazonenses Daynara de Paula e Lucianne Barroncas conseguiram realizar o sonho de todo atleta: estar no maior evento esportivo do mundo, as Olimpíadas. No entanto, outras atletas locais também poderiam estar na Rio 2016, só que por pouco não se classificaram. Fora das competições, agora eles matam um pouquinho da sede olímpica pela telinha da TV.

Transmitindo um pouco do clima olímpico vivido pelos atletas que estão nas disputas para quem não conseguiu uma vaga este ano, a televisão também tem estimulado amazonenses a se empenharem mais na preparação de um novo ciclo olímpico para as próximas competições, que serão em 2020, na cidade de Tóquio, no Japão.

A judoca Rita de Cássia é um exemplo. Ela acompanhou o combate de sua colega de luta Rafaela Silva na última segunda-feira (8) e disse que ao assistir a vitória da carioca pelas telinhas, além de se emocionar, criou uma vontade maior de correr atrás de seu sonho e realizá-lo, pois, segundo ela, a mídia mostrou as dificuldades que um atleta enfrenta para conseguir chegar ao lugar mais alto de sua carreira, que é a conquista de um ouro olímpico.

“Emocionei-me vendo a Rafaela, pois a história dela é igual de muitos. Quem é atleta enfrenta muitas dificuldades, enfrenta preconceitos e tem um peso nas costas para conseguir conquistar suas metas. Nós, do esporte, não temos uma vida de luxo e ralamos bastante até conseguir ter o reconhecimento do público. E a ‘Rafa’ mostrou isso, que veio de baixo e mesmo após ter sido humilhada com críticas negativas, superou os problemas no tatame e venceu”, declarou “Ritinha”, ao comentar sobre a campeã do peso leve (57 quilos), que conquistou o primeiro ouro brasileiro.

“Ritinha” está acompanha tudo pela TV neste ano, mas visa aos quatro anos que tem pela frente para reforçar sua preparação num novo ciclo olímpico pela categoria até 48 quilos, garantindo uma vaga em Tóquio. Ela está empenhada e afirma que apesar das dificuldades, não abrirá mão do sonho.

“Minha vontade de realizar o sonho de estar numa Olimpíadas é grande, e agora terei mais 4 anos para preparar um ciclo olímpico para estar em Tóquio. É preciso fazer muito até lá, tenho que medalhar no Campeonato Brasileiro e garantir uma vaga na seleção, depois disso é só correr atrás de um bom desempenho no tatame e disputar bastante em minha categoria, que é das mais competitivas”, declarou a judoca, que conquistou três ouros no Campeonato Mundial de Judô, realizado nos EUA em maio deste ano.

Torcida por ‘rivais’

O jogador de vôlei de praia Bruno de Paula foi outro destaque amazonense que por pouco não conseguiu entrar nas disputas olímpicas. Assistindo os colegas pela TV, ele lembra que há cerca de 12 meses estava ao lado deles brigando por uma vaga, e que agora está torcendo pelos antigos rivais, na espera de que o Brasil leve mais um ouro em sua modalidade.

“Vendo os meus colegas jogando nas Olimpíadas, me faz lembrar que há cerca de 12 meses estávamos em lados opostos e brigando por essa vaga, e agora, ao assisti-los, estamos lutando do mesmo lado, o lado que quer ver o Brasil ganhar medalhas. Torço por todos os atletas brasileiros, pois eu sei o sacrifício que eles tiveram que fazer para estar lá”, disse Bruno, destacando as dificuldades que o atleta enfrenta para garantir uma vaga olímpica.

Bruno lamenta o fato da mídia destacar mais o futebol, por ser uma paixão nacional.

“Acredito que os meios de comunicação estão crescendo no meio esportivo, mas ainda há muitos esportes que não têm o mesmo apoio que o futebol, que é uma paixão nacional. Temos atletas bons em praticamente todas as modalidades olímpicas, que, infelizmente, são pouco divulgados”, disse.

Bruno de Paula é tricampeão do Circuito Sul-Americano Geral desde 2014, e também vice-campeão do Circuito Brasileiro na temporada 2014/15. Atualmente, ele vem estudando a possibilidade de formar uma nova dupla com o foco no Pan–Americano e nos próximos Jogos Olímpicos.

“Neste mês de agosto, eu estou estudando a possibilidade de uma nova parceria para forma a minha dupla, mas dentro dessa escolha temos que querer o mesmo objetivo, que no meu caso é fazer um trabalho visando ao Pan-Americano e os Jogos Olímpicos de 2020”, declarou Bruno, com grandes esperanças para o futuro no esporte que é sua paixão, o vôlei de praia.

Por Wal Lima

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