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Amazonenses buscam substituir produtos da cesta básica

 Consumo de peixes, como o jaraqui, por exemplo, tem aumentado entre os manauenses que procuram o alimento para evitar a carne bovina – fotos: Diego Janatã

Consumo de peixes, como o jaraqui, por exemplo, tem aumentado entre os manauenses que procuram o alimento para evitar a carne bovina – fotos: Diego Janatã

A falta de alternativas mais baratas para substituir alguns itens essenciais na cesta básica, como a banana prata que apresentou grande alta, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), tem feito o consumidor amazonense insistir na compra dos produtos.

Nas feiras da Manaus Moderna e da Banana, na Zona Sul, a falta de outros tipos de banana obriga o consumidor a adquirir o produto que mais encareceu na cesta básica: a banana prata, que aumentou 7,66% em setembro.

Entretanto, segundo os comerciantes das próprias feiras, tanto a banana prata como a pacovã, ainda não sofreram reajuste nos últimos dois meses, mas o consumidor poderá sentir no bolso a alta do preço no próximos meses, tempo estimado para o término da safra e começo do inverno nos Estados de origem da fruta.

Em algumas bancas os proprietários frisavam, inclusive, a redução do valor da fruta em até R$ 10 para cachos médios. Cachos grandes passaram de R$ 25 para até R$15 e as palmas variam de R$ 3,50 a R$8, conforme o produto.

Segundo o permissionário Deusdete Alves da Silva, 65, o fator principal para o próximo reajuste no preço da banana é a troca de estações. “As bananas, normalmente, vêm do Acre, que está terminando a safra e consequentemente vai faltar aqui. Já em Roraima, de onde vem quase 90% da banana prata, vai começar o inverno e diminui a produção. Por este motivo vai encarecer”, explicou o comerciante.

A autônoma Rejane Castro, 32, é uma consumidora que se queixou da falta de alternativa e preço, mas contou que sempre realiza pequenas pesquisas e ‘pechincha’ com os vendedores do mercado. “Está caro, só que a gente não vai deixar de comprar”, disse.

Carne e peixe

Um dos itens mais caros da cesta básica, a carne bovina frequentemente é substituída pelo peixe. O feirante Rosimar Souza contou que tem procurado manter o preço e quantidade de peixes para não perder vendas. “O movimento está bem abaixo da média. Por exemplo, o jaraqui, pacu e a sardinha, que tem bastante saída, vendo cinco por R$ 20”, disse o peixeiro.

Por Cecília Siqueira

 

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