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Amazonense lamentam perdas, após incêndios

Incêndio no Nova Floresta afetou ddiretamente seis famílias que tiveram as casas interditadas. Demais moradores não receberão ajuda - foto: Ione Moreno

Incêndio no Nova Floresta afetou ddiretamente seis famílias que tiveram as casas interditadas. Demais moradores não receberão ajuda – foto: Ione Moreno

Dois dias após o registro recorde de incêndios em Manaus – o total de 23 em apenas um dia – muitas das famílias tiveram que sair de suas residências por conta da fumaça e do perigo do fogo se alastrar, nos bairros Nova Floresta e Mauazinho, ambos na Zona Leste, ainda não receberam ajuda necessária. Quem não teve para onde ir ficou em casa.

De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, Janderson Lopes, o combate ao incêndio do Nova Floresta, durou mais de 30h e foi dificultado pela estrutura do local, uma vez que o fogo teve início em um terreno acidentado e com vegetação, que servia para desmanche de paletes e outras peças de madeira.

Técnicos da Defesa Civil de Manaus e uma equipe da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), estiveram nos dois bairros atingidos, para fazer a avaliação dos imóveis.

Moradora do bairro Nova Floresta há mais de 10 anos, Fabiana da Silva, 25, está com bebê recém-nascido e disse não suportar mais o calor intenso. “Meu filho chora e tosse direto, sentimos uma dificuldades para respirar muito grande, enquanto isso a alternativa que temos é esperar por um milagre. A tosse não para e não tenho para onde ir com ele porque toda a minha família mora nessa rua. Eu me sinto completamente encurralada”, disse.

A Defesa Civil informou que apenas seis residências foram interditadas no Nova Floresta e as famílias cadastradas pela assistência social, enquanto no Mauazinho apenas dois imóveis foram interditados e duas famílias cadastradas.

Apesar disso, o sentimento de revolta toma conta de alguns moradores, no bairro Nova Floresta, por exemplo, onde o autônomo Fábio Almeida, 40, recebeu a informação que arcará com os prejuízos sem ajuda da Defesa Civil.

O pintor Genilson Chaves, 37, há 10 anos no bairro Mauazinho, disse que só permanece com sua família no local, porque também não tem para onde ir. Segundo ele, até o momento, nenhuma autoridade responsável se dispôs a ajudar as pessoas afetadas pelo sinistro. “Estamos aqui por um motivo bem simples: não temos para onde ir”, desabafou.

Por Lindivan Vilaça

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