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Amazonense é mantida como escrava sexual no Suriname

O último contato da amazonense com a família foi há duas semana - foto: divulgação

O último contato da amazonense com a família foi há duas semana – foto: divulgação

A amazonense Janete Cleia Laranjeira Fraga, 32, que trabalha há cinco anos no Suriname como garota de programa, denunciou à família através da rede social Facebook, que está sofrendo agressões físicas e que está sendo mantida em cárcere privado há pelo menos duas semanas.

Ao EM TEMPO Online, a irmã da mulher, uma cabelereira de 33 anos, contou que Janete migrou para o país para trabalhar como garota de programa na capital,  Paramaribo, mas sempre mantinha contato com a família, entretanto, há duas semanas, não deu mais notícias. A mulher tem um filho de 15 anos que mora com a avó em Manaus.

No último contato que teve com a família, Janete informou que estava sendo mantida em cárcere privado. Ela chegou a enviar um áudio. “Não aguento mais. Quero sair desse lugar. Estou apanhando muito”.

“Desde que retornou a Manaus, há três anos, a achamos  muito estranha. Ela trouxe um homem que não é brasileiro e nos apresentou como seu marido. Ele falava pouco e ficava a observando o tempo todo.

Achamos aquela situação estranha. Pedimos para ficar, mas ela disse que não podia e que precisava voltar para o Suriname”, disse a irmã da vítima, afirmando que Janete não tem telefone e que a única forma de contato entre elas era através do Facebook de um homem identificado como Danilo Cros, que se dizia amigo.

“Essa situação é muito estranha. Não sabemos mais o que fazer. Há três meses ela disse que queria vir embora para o Brasil e pediu ajuda para voltar. Falamos que iríamos pagar a passagem dela de volta, mas dois dias depois, Janete entrou em contato e disse que havia sido roubada e que os bandidos tinham levado bolsa com todos os documentos. Pedimos para procurar o Consulado Brasileiro e pedir ajuda, mas ela sumiu desde então. Já mandamos várias mensagens para o Facebook de Danilo , mas ninguém reponde”, relatou.

A cabeleira ainda informou que a irmã mandava várias fotos do local onde estava. “Era um lugar estranho. Nas fotos, havia várias pedras jogadas no chão parecidas com diamantes, além de muita droga. Em uma das fotos que ela mandou dava para perceber que o local era um sítio e que havia uma grande área verde. Meu marido, que é policial, viu a foto e disse a plantação é de maconha”, contou.

A mulher também disse que nas últimas fotografias enviadas pela vítima, ela estava muito debilitada. “Minha irmã é muito bonita, mas nas últimas fotos que nos enviou estava muito magra e pálida. Minha mãe está desesperada. Já imaginamos várias coisas. Estamos com medo dela estar devendo dinheiro a mafiosos e por isso está sendo ameaçada. Nas últimas ligações, estava muito descontrolada. Falava coisas sem sentido, aparentava estar drogada o tempo todo. Ela também falava em um garimpo. Não sabemos se é nesse garimpo que ela está sendo mantida presa. Estamos desesperados. Queremos minha irmã viva”.

De acordo com a Delegada Titular da Delegacia Especializada em Ordem e Política Social (DEOPS), Catarina Saldanha, onde caso foi registrado, as medidas cabíveis já estão sendo tomadas e a investigação continua no processo de levantamento de dados para saber a veracidade dos fatos.

Na Polícia Federal, o caso ainda não foi registrado, mas assessoria do órgão informou que caso haja registro, a autoridade policial local irá acionar a Polícia internacional para tentar identificar a vítima e o local onde ela estaria sendo mantida em cárcere, além da identificação  dos suspeitos.

Por Mara Magalhães

2 Comments

2 Comments

  1. Nádia silva

    29 de junho de 2016 at 17:54

    Se a família divulgasse mas fotos ,quem sabe seria mas fácil de ser reconhecida por alguns dos brasileiros que residem aqui em paramaribo

  2. janice

    29 de junho de 2016 at 15:39

    Isso tudo é muito engracado .como um ser humano se passa por vitima, sendo que ela faz tudo por vontade propia e anda livre leve e solta .nao tem oque fazer e vivi preocupando a familia .

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