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Amazonense é esperança de medalha na Olimpíada

Aos 26 anos, a amazonense possui um currículo invejável. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, conquistou três medalhas - foto: Satiro Sodre

Aos 26 anos, a amazonense possui um currículo invejável. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, conquistou três medalhas – foto: Satiro Sodre

As lembranças da terra natal não existem. Como o pai era soldador de uma grande empresa e vivia viajando, nasceu e passou apenas dois meses em Manaus. Hoje radicada em São Caetano do Sul (SP), a nadadora Daynara de Paula representará o Amazonas em mais uma Olimpíada. Com participação nos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012, a atleta aguarda com ansiedade a oportunidade de poder nadar em casa.

“Vou nadar os 100 metros borboleta, o revezamento 4×100 livre e, se tudo der certo, o revezamento 4×100 estilo. Não foi fácil garantir minha vaga, deixei para a última hora. Porém, a adrenalina e a pressão que senti para ter que fazer os índices me mostrou como sou capaz e como amo este esporte”, expõe Daynara, que garante estar bem preparada para disputar sua terceira Olimpíada.

Aos 26 anos, a amazonense possui um currículo invejável. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, conquistou três medalhas: duas pratas (nos 100 metros borboleta e no revezamento 4×100 livre) e um bronze (no 4×100 medley). Já no ano passado, no Pan de Toronto, ficou com dois bronzes (no 4×100 metros livre e no 4×100 metros medley).

Nos Jogos Sul-Americanos os números da nadadora amazonense são ainda melhores: foram cinco ouros (50 e 100 metros borboleta, 4×100 e 4×200 metros livre e 4×100 metros medley) e um bronze (50 metros livre) em Medellín, em 2010. Quatro anos depois, em Santiago, foram mais três medalhas douradas (100 metros borboleta e 4×100 metros livre e 4×100 metros medley).

Começo inusitado

Sua relação com o esporte começou de maneira inusitada. Ainda criança, Daynara apostou com um amigo que conseguiria atravessar a piscina do sítio dele sem, sequer, saber nadar. “Comecei com 7 anos, após dar um susto na minha mãe. No dia seguinte eu e minha irmã estávamos matriculada na natação. Quando participei da minha primeira Olimpíada resolvi me tornar uma profissional. A magnitude e o ambiente dos Jogos me conquistou e com isso descobri o que queria fazer e ser”, relembra.

Para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a amazonense chega mais experiente. Ela afirma que sua rotina de treinos segue a mesma, apesar da proximidade com a competição. Ansiosa para entrar na piscina e representar o Amazonas, Daynara mantém os pés no chão e traça como principal meta ficar entre as 16 melhores e depois ver o que acontece. Para isso, ela espera contar com o apoio de seus conterrâneos.

“Quero agradecer todos vocês por sempre estarem do meu lado. Peço que no dia 6 de agosto liguem a tv e que torçam muito por mim, pois precisarei da torcida de todos nesse momento especial, em que vou poder representar vocês”, convoca Daynara.

André Tobias

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