Política

Amazonense disputa cargo para procurador-geral da República

O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos fez seu registro como candidato para chefiar o Ministério Público Federal, dando largada à disputa. O prazo de inscrição vai até o dia 15 de junho na Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que deve levar uma lista tríplice à presidente Dilma Rousseff (PT). O cargo, porém, é de livre indicação da Presidência da República.

O atual procurador-geral, Rodrigo Janot, ainda pode ser reconduzido ao cargo bienal. Membros do MPF avaliam que Janot conquistará uma “vitória folgada”, apesar disso, há um movimento no Congresso que tenta mudar regras para impedir a reeleição, depois que Janot elaborou uma lista de políticos investigados na operação “lava jato”.

Perfil

Natural de Manaus, ele é procurador da República desde 1991 e atuou anteriormente como assistente jurídico do Tribunal de Justiça do Amazonas e promotor de Justiça no mesmo estado. Também foi presidente da ANPR por dois mandatos, entre 1999 e 2003, e secretário-geral do MPF, de 2005 a 2010.

A consulta na ANPR está marcada para 5 de agosto, em votação plurinominal, facultativa e secreta. O voto em trânsito será permitido nas unidades do MPF. Os candidatos devem ser membros do Ministério Público Federal em atividade e com mais de 35 anos de idade.

Lista tríplice

Embora a presidente da República não seja obrigado a acatar a Lista, a Associação mantém esta prática democrática que representa a vontade da categoria.

“A história demonstra que a Lista Tríplice não é somente uma conquista da carreira, mas sim da sociedade brasileira. Nesses últimos 14 anos, a classe elegeu nomes de altíssima qualidade profissional, com liderança entre seus pares e com total condições para o exercício do cargo”, afirma.

Durante os oito anos em que esteve à frente do país, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva prestigiou a manifestação da classe, respeitando a Lista Tríplice como manifestação essencial para um MPF ainda mais democrático. A tradição foi mantida pela atual presidente da República, Dilma Rousseff.

 

Com informações da assessoria

 

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