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Amazonas tem primeiro caso de microcefalia investigado

O diretor-presidente da FVS–AM, Bernardino Albuquerque, explicou que o caso está sob investigação pelo fato de a mãe não ter apresentado histórico de zika vírus

O diretor-presidente da FVS–AM, Bernardino Albuquerque, explicou que o caso está sob investigação pelo fato de a mãe não ter apresentado histórico de zika vírus

O primeiro caso de microcefalia relacionado ao zika vírus no Amazonas está sob investigação, conforme o primeiro informe epidemiológico de 2016 sobre os casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus zika, do Ministério da Saúde, divulgado nessa terça-feira (5).

A suspeita foi confirmada pela Fundação de Vigilância em Saúde no Amazonas (FVS-AM) e trata-se de uma criança nascida no fim do mês de dezembro, em Manaus, no Instituto da Mulher Dona Lindu, no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul, com o perímetro cefálico medindo 31 centímetros.

O diretor-presidente da FVS–AM, Bernardino Albuquerque, explicou que o caso está sob investigação pelo fato de a mãe não ter apresentado histórico de zika vírus ou outras doenças no período gestacional. Ele ressaltou que é necessário, ainda, descartar doenças congênitas (adquiridas antes do nascimento), que possam estar associadas à microcefalia, neste caso específico.

De acordo com Albuquerque, o caso foi notificado no dia 30 de dezembro. “Ainda não há nenhum registro confirmado de microcefalia associada ao zika vírus no Estado. Esse é apenas um caso suspeito, que está sendo investigado e monitorado”, completou.
Até o último dia 3, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), apenas na capital, o número de notificações somou, aproximadamente, 81 casos suspeitos de zika vírus.

A secretaria ressaltou que, embora o número seja alto, quatro casos foram descartados e dois, infectados dentro do Amazonas, confirmados. Dos 75 casos sob investigação, 14 suspeitas são de mulheres grávidas.

Monitoramento

Por conta do número de gestantes sob suspeita, a FVS-AM orientou a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) – responsável pela atenção básica de saúde – a monitorar as pacientes em fase de pré-natal, pois esse acompanhamento se faz necessário para que haja um equilíbrio.
“O monitoramento na rede pública se faz necessário para saber se houve ou não sintomas, uma vez que a doença é assintomática, mesmo com acompanhamento durante o pré-natal”, destacou Bernardino.

Pelo país

O Estado de Pernambuco, o primeiro a identificar aumento de microcefalia, continua com o maior número de casos suspeitos (1.185), o que representa 37,33% do total registrado em todo o país. Em seguida, estão os Estados da Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118).

Por Mairkon Castro

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