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Amazonas pode racionar energia por falta de gás

O sistema de energia do Estado ficou vulnerável após a Petrobras cortar o fornecimento de gás para o complexo de Mauá – foto: arquivo AET

O sistema de energia do AM ficou vulnerável após a Petrobras cortar o fornecimento de gás para o complexo de Mauá – foto: arquivo AET

Após mais de 15 anos – quando da grave crise do setor elétrico do país -, o Amazonas volta a correr riscos de racionamento de energia elétrica por falta de combustível.

De acordo com o Sindicato dos Urbanitários do Amazonas (STIU-AM), o corte sistemático na distribuição pode acontecer dentro de até duas semanas, quando o Estado volta a ter picos de consumo de energia com o fim das férias, uma vez que a Petrobras interrompeu o fornecimento de gás para a termelétrica de Aparecida, na Zona Sul.

Segundo o presidente do Urbanitários, Edney Martins, o sistema já tinha ficado vulnerável há um mês, quando a Petrobras cortou o fornecimento de gás para o Bloco 3, do complexo do Mauá, no bairro Mauzinho, Zona Leste. Após negociações entre Petrobras e Eletrobras, o gás voltou a ser fornecido para Mauá. “Com o corte na termelétrica de Aparecida, só não tivemos racionamento porque não temos picos de energia em Manaus, pois muitas pessoas estão de férias. Mas, se a Eletrobras não der garantias e a Petrobras não negociar, no intervalo de duas a três semanas, teremos cortes sucessivos e sistemáticos de energia elétrica em Manaus”, afirmou Martins.

O corte da Petrobras no abastecimento foi de, aproximadamente, 1 milhão de metros cúbicos de gás, por dia, para a Eletrobras Distribuição Amazonas, que no mês passado não pagou a mensalidade de uma dívida negociada em dezembro de 2014. A empresa de energia assumiu um acordo de pagar a dívida de R$ 3,5 bilhões em 120 parcelas. A distribuidora de energia teria ainda acumulado novos passivos com a Petrobras, numa conta extra que já supera a casa dos R$ 2 bilhões.

De acordo com o presidente do STIU-AM, a Eletrobras Distribuição Amazonas aguarda desde o ano passado um recurso do governo federal para ajudar a pagar a dívida. “Esse dinheiro que vinha para a Eletrobras deveria ter sido repassado desde 2015 pelo governo. Mas, a empresa, desde o ano passado, tem sofrido cortes de custeio, além dos problemas políticos que têm influenciado nos resultados financeiros e operacionais da empresa”, observou.

Martins explicou que hoje, sem o gás em Aparecida, Manaus está sendo abastecida, em parte pelo linhão de Tucuruí, pela usina hidrelétrica de Balbina e outra restante por produtores independentes de energia elétrica instalados em Manaus. “Se sofrermos com o racionamento, nos cortes sistemáticos, geralmente são desligadas primeiro a energia das periferias, em detrimento do Distrito Industrial. Racionamento por falta de combustível não acontece desde o final da década de 1990”, lembrou.

Normalidade
A Eletrobras Distribuição Amazonas informou, por meio de nota, que todo o sistema elétrico do Amazonas opera dentro da normalidade e afirmou que não perspectiva de corte de carga. “A Eletrobras Distribuição Amazonas reitera o seu compromisso com a população do Estado do Amazonas em oferecer energia segura e de qualidade, contribuindo para o bem-estar de seus clientes e o desenvolvimento econômico da região”, disse.

Por Emerson Quaresma

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