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Amazonas passa a oferecer gratuitamente cirurgias para ‘sopro no coração’

O diretor geral do Hospital,Pedro Souza,  enfatizou que esse é o primeiro procedimento feito fora do eixo Rio/São Paulo, além de totalmente gratuito para o paciente foto: Conceição Melquíades

O diretor geral do Hospital,Pedro Souza, enfatizou que esse é o primeiro procedimento feito fora do eixo Rio/São Paulo, além de totalmente gratuito para o paciente foto: Conceição Melquíades

A Fundação do Coração Francisca Mendes em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) está realizando pela primeira vez, na região Norte, uma jornada de cirurgias para atender pacientes portadores da doença congênita denominada ‘Comunicação Interventricular’ (CIV), doença popularmente conhecida como ‘sopro no coração’.

A jornada de cirurgias ocorre nesta segunda e terça-feira (29 e 30) e atenderá dez pacientes, que de acordo com o diretor do hospital, Pedro Elias de Souza, eram casos de maior urgência. Os pacientes têm entre 8 e 16 anos de idade e dois deles são do interior, sendo um do município de Borba (AM) e o outro de Óbidos (PA).

Pedro Souza enfatizou que esse é o primeiro procedimento feito fora do eixo Rio/São Paulo, além de totalmente gratuito para o paciente. “O Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece o tratamento em nenhuma região do país”, enfatizou.

“Nesse mês, já foram realizadas cirurgias em paciente infantis com problemas de Comunicação Inter Arterial (CIA), a partir da implantação do serviço assistencial de cardiologia pediátrica. Porém, esse outro tipo de cirurgia, feito por procedimento endovascular (intervenção percutânea) para tratar o CIV, é inédito no Estado, e foi oferecido para paciente com maior necessidade”, explicou o médico.

O procedimento, conforme Souza, “dura cerca de duas horas, monitorado e com complicações reduzidas, visto que, a incisão é mínima. Em uma cirurgia convencional tem que abrir o tórax do paciente, a recuperação é bastante dolorosa e demorada”.

As cirurgias estão sendo feitas pelo médico especialista Ronaldo Camargo, que contará com o auxílio do ecocardiografista Maximiliano Lacoste e do doutor Raul Arrieta, do Instituto do Coração de São Paulo. A próxima jornada está prevista para o próximo ano.

O doutor e diretor Pedro Souza disse também que, concluída a cirurgia, o paciente vai para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece por 24 horas, em observação, só então é liberado para a enfermaria.  Cerca de 48 horas depois do procedimento, ele é liberado para recuperação na própria residência. Durante o período de cicatrização do ventrículo, que dura seis meses, é feito o  ecocardiograma para checar a evolução do tratamento.

Por Conceição Melquíades (EM TEMPO Online)

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