Sem categoria

Amazonas lidera queda na produção industrial do Brasil em julho, aponta IBGE

A produção industrial do Amazonas caiu na passagem de junho para julho deste ano (- 1,5%). Já na comparação entre julho de 2015 com o mesmo período do ano anterior a queda foi ainda mais acentuada (- 18,2%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além do Amazonas, outras sete localidades, das 14 pesquisadas, também apresentaram recuo entre junho e julho do corrente. As maiores foram registradas no Paraná (-6,3%) e no Ceará (-5,2%), segundo a Pesquisa Industrial Mensal-Produção Física Regional.

Outros dois estados tiveram queda mais acentuada do que a média nacional (-1,5%): Santa Catarina (-2,4%) e São Paulo (-1,8%). Também houve redução na produção industrial do Espírito Santo (-1,4%), em Minas Gerais (-1,3%) e no Rio de Janeiro (-0,9%).

Por outro lado, seis locais tiveram aumento na produção no período: Rio Grande do Sul (6,8%), Bahia (5,2%), Pernambuco (3,3%), Goiás (0,6%), Pará (0,4%), além da Região Nordeste (3,3%).

Comparando-se julho deste ano com o mesmo período do ano passado, 11 locais tiveram queda na produção. Além do Amazonas (-18,2%), outro destaque negativo foi o Ceará (-13,7%). Quatro locais registraram altas, sendo a maior delas no Pará (6,8%).

Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o estado do Amazonas tem vivido um momento difícil, atribuindo o problema diretamente à crise econômica que o país tem passado.

“A economia, de modo geral, tem sofrido constantemente com a questão da crise, estando esta diretamente relacionada à estabilidade política que, consequentemente, acaba comprometendo todo o setor econômico do país”, disse Azevedo.

Ainda conforme o vice-presidente da Fieam, os principais fatores responsáveis por esta queda econômica constante se dão por meio do aumento de gastos e pelas altas taxas de juros, o que acaba resultando a queda no faturamento e o aumento no desemprego. “Se não tem indústria e comércio funcionando, logo, o impacto negativo será constante”, frisou.

Acumulado do ano

No acumulado do ano, 12 locais tiveram queda, sendo a maior no Amazonas (-15,2%). Apenas três tiveram alta, com destaque para o Espírito Santo (14,9%). Já no acumulado de 12 meses, 11 locais tiveram queda, com o Amazonas também na ponta (-12,9%). Apenas quatro tiveram aumento, entre eles, Espírito Santo (14,4%).

De acordo com a metodologia do IBGE, a produção da Região Nordeste, que registrou alta de 3,3%, inclui os dados de todos os nove estados, inclusive Ceará, Pernambuco e Bahia, que também são analisados separadamente. Os outros seis estados que compõem a região não são analisados separadamente, porque não têm produção individual significativa.

Por Equipe EM TEMPO (com informações da Agência Brasil)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir