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Amazonas ganha nova matriz de desenvolvimento econômico sustentável

A nova matriz econômica tem como foco a piscicultura e a fruticultura, especialmente nos cultivos de castanha – foto: Ricardo Oliveira

A nova matriz econômica tem como foco a piscicultura e a fruticultura, especialmente nos cultivos de castanha – foto: Ricardo Oliveira

Para diversificar a economia do Estado, que, atualmente, é centralizada na Zona Franca de Manaus (ZFM), e driblar a crise econômica, o governo do Amazonas apresentou, nesta terça-feira (1º), a nova matriz econômica sustentável que contempla a interiorização das ações do Executivo estadual e a utilização de recursos naturais e da biodiversidade amazônica para geração de, entre outros, emprego e renda.

Segundo o governador José Melo, o executivo encaminha, nesta quinta-feira (3), para a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), as leis que garantem o ordenamento jurídico da nova matriz econômica.

“Resolvemos criar uma matriz que contemple as riquezas de forma sustentável. O Amazonas tem apenas 3% de florestas desmatadas. Propomos desenvolver um projeto de piscicultura e de frutas tropicais para dar ao homem e à mulher do interior uma nova forma de produção. Queremos formular políticas de Estado, e não apenas de governo, a partir do conhecimento, experiência e participação de todo mundo”, afirmou Melo.

A nova matriz econômica foi apresentada ontem em um fórum realizado pelo governo do Estado no município de Rio Preto da Eva, com a presença de embaixadores e diplomatas de dez países, além de empresários, ambientalistas e representantes de institutos de pesquisa nacionais e estrangeiros e Organizações Não Governamentais (ONGs).

José Melo destacou que a nova matriz terá como foco ações voltadas à piscicultura, fruticultura, minérios e ecoturismo, além de contemplar a criação de ao menos três polos Gás-Químico, Biofármacos e Cosméticos.

“Nosso maior desafio é convencer a comunidade internacional de que vale a pena vir investir no Amazonas. O outro grande desafio é a massa crítica, a ciência e a tecnologia que temos de agregar a nova matriz para que possamos ter o convívio com a natureza sem degradá-la. Superado isso, vem o terceiro desafio, que são os fundos de investimentos que queiram investir na Amazônia dentro da nossa matriz. Tudo que é novo e quebra paradigmas tem problemas. Mas, a criação de uma nova matriz econômica sustentável é uma decisão não de governo, mas de Estado”, disse Melo.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento, Planejamento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Thomaz Nogueira, a principal motivação da nova matriz econômica é a diversificação das oportunidades, especialmente no interior do Estado.

Foco
A nova matriz econômica tem como foco a piscicultura e a fruticultura, especialmente nos cultivos de castanha.

“O que mais importante pode acontecer no Amazonas é a criação de um modelo de desenvolvimento econômico que contemple o interior, que contemple uma economia mundial e que venha ser, junto com a Zona Franca, um ponto de equilíbrio para uma economia equilibrada”, disse Melo.

Segundo dados do governo do Estado, de 2010 a 2015, a produção de peixes aumentou 58%, com destaque para o tambaqui e para a matrinxã que representa, respectivamente, 92% e 5% da produção e comercialização.

Com a nova matriz, o governo pretende industrializar a produção que passará a ter o selo de “produto sustentável” produzido na Amazônia.

Por Camila Carvalho

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