Economia

Amazonas fecha mais de 4,7 mil vagas de trabalho

Os setores do comércio e da construção civil foram apresentaram os maiores números de fechamentos de postos formais de trabalho – Ione Moreno

 

No primeiro trimestre do ano, o Amazonas encerrou 4.704 empregos com carteira assinada. Somente no último mês de março, foram fechadas 1,7 mil vagas celetistas desse total, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem (20) pelo Ministério do Trabalho.

Conforme os dados do Caged, os setores que mais encerraram os empregos neste primeiro trimestre do ano, no Amazonas, foram o comércio, com o fechamento de 1.652 vagas, a construção civil, com perda de 1,323 vagas, e, em terceiro, o de serviços, com menos 984 vagas.

De acordo com o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomécio-AM), José Fernando Pereira, os números são um reflexo natural da instabilidade financeira que o país atravessa. “O volume de vendas caiu consideravelmente e houve também uma grande escassez de crédito”, afirmou.

Ainda conforme o economista, o setor de serviços vislumbra uma melhora nos próximos meses. “Diferente do que acontece na indústria, serviços é um dos setores que mais demora a se recuperar, entretanto, a reação sempre é positiva, pois não está concentrada em uma bolha. É uma recuperação sustentável de toda a atividade”, explicou.

Nós próximos meses, segundo o economista, a situação do setor de serviços poderá registrar uma melhora significativa. Para José Fernando, o mês de abril já apresenta um grande crescimento no ramo em comparação ao mês de março.

Nacional

O número de empregos formais no Brasil teve saldo negativo de 63.624 vagas em março, apontam dados do Caged. Apesar da queda, a redução no mesmo mês do ano passado foi quase o dobro, quando registrou retração de 118 mil postos de trabalho. No mês passado, o resultado foi positivo em 35.612 vagas de emprego.

Março apresentou variação negativa de 0,17% em relação ao estoque do mês anterior. Foram registradas 1.261.332 admissões contra 1.324.956 desligamentos. No acumulado do ano, a queda foi de 64.378 postos de trabalho, diminuição de 0,17%, em comparação ao estoque de dezembro de 2016, e, nos últimos 12 meses, a redução foi de 1.090.429 postos de trabalho, retração de 2,77% no total de empregados com carteira assinada do país.

“Os dados de março mostram que fatores sazonais e conjunturais influenciaram negativamente o mercado de trabalho. O governo esperava uma trajetória positiva no número de vagas formais de trabalho, em razão do bom desempenho verificado em fevereiro, mas os resultados gerais foram negativos”, explicou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Alyne Araújo
EM TEMPO

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