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Amazonas é o segundo em taxa de desemprego, na região Norte

Demissões se concentraram na indústria de transformação (-510 postos) e na construção civil (-418 postos) - foto: arquivo EM TEMPO

Pesquisa visualizou que, no primeiro trimestre do ano, 64,4% dos empregados do setor privado tinha carteira assinada – fotos: arquivo EM TEMPO

O Amazonas registrou, nesse primeiro trimestre de 2015, a segunda maior taxa de desemprego (9,4%) entre os Estados da região Norte do Brasil, atrás apenas do Amapá (9,6%).

O resultado é 1,2 ponto percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 8,2%, e 1,5 ponto percentual a taxa média de desocupação do país, que fechou os três primeiros meses do ano em 7,9%.

Os dados divulgados nesta quinta (7), referentes ao trabalho e rendimento, são resultado da primeira Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) para o Amazonas, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que passará a ser divulgada por trimestre.

Os primeiros resultados terão como base a série histórica iniciada em 2012.

A pesquisa que era feita em apenas oito Unidades da Federação, segundo o chefe do IBGE no Amazonas, José Ilcleson Coelho, abrangerá agora todos os Estados brasileiros.

“A partir deste momento, o Amazonas passará a ter trimestralmente as informações sobre o mercado de trabalho. Esse indicador nós só tínhamos anualmente com base na Pnad Anual”, explicou.

Conta própria

O número de pessoas empregadas no Estado caiu de 56%, no primeiro trimestre de 2014, para 55,5% no mesmo período de 2015.

Conforme a Pnad Contínua, o Amazonas ficou empatado com o Amapá, na penúltima colocação, e à frente apenas do Acre, cuja taxa de ocupação foi de 64%. O Estado da região Norte com a maior taxa de ocupação é Roraima, com 68,8%.

A pesquisa apontou que a quantidade de pessoas com 14 anos ou mais ocupadas de janeiro a março deste ano no Estado foi de 1,5 milhão.

Desse total 36% estão empregados no setor privado, 30,4% trabalham por conta própria, 16,4 no setor público, 8,8% são trabalhadores familiares ou auxiliares, 4,1% trabalhador doméstico e 3,7% empregadores.

Do total de trabalhadores de cada setor, a Pnad visualizou que 69,4% dos empregados do setor privado tinham a Carteira de Trabalho assinada. No setor público esse número é de 3,6% (militares e RJU – Regime Jurídico Único – abrangem 61%).

A maior diferença é observada entre os trabalhadores domésticos, onde apenas 22,2% trabalham no regime CLT.

Pnad do IBGE apontou o setor primário com o maior percentual de trabalhadores amazonenses empregados

Pnad do IBGE apontou o setor primário com o maior percentual de trabalhadores amazonenses empregados

Quanto à distribuição da população amazonense ocupada por grupamento de atividade, a Pnad apontou que 18,8% está empregada no setor primário, 17,3% no comércio, 13,2% na indústria, 11,7% na indústria de transformação, 7,7% na construção civil e o restante nos demais serviços.

O rendimento médio dessas pessoas no primeiro trimestre do ano foi de R$ 1.617,18, enquanto que no mesmo período de 2014 ficou em R$ 1.619,44.

No Amazonas, segundo o Coelho, foram entrevistados 1.787 domicílios, em 58 municípios. A pesquisa foi aplicada em 131 setores Censitários por 75 supervisores e pesquisadores do instituto, que conta com dez agências no interior.

O pesquisador do IBGE no Amazonas, Rodrigo Duarte, relatou as dificuldades que a equipe enfrenta para poder realizar a pesquisa no interior do Estado. Segundo ele, o difícil acesso às localidades é um enorme problema.

“O deslocamento só pode ser feito por via aérea ou fluvial, além disso, a grande distância entre as regiões é outro fator que temos que superar”, declarou.

Dificuldade de contato

Já na capital, segundo os entrevistadores do IBGE no Estado, as dificuldades são em relação ao contato com moradores, principalmente os que residem em bairros e condomínios de classe média e alta, além do recuo em conceder a entrevista por parte de alguns moradores, motivados pela insegurança existente.

“É importante deixar claro que os entrevistadores são todos devidamente caracterizados com crachá funcional e colete azul. Também temos o 0800.721.8181, que as pessoas podem ligar caso haja alguma dúvida em relação à identidade do nosso informante”, frisou o chefe da Unidade Estadual do IBGE no Amazonas, José Ilcleson Coelho.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

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