Política

Amazonas discute plano de ação entre estados do Norte para agricultura e pecuária

Conforme o Ministério, valor bruto da produção agropecuária deve encerrar o ano em R$ 441,8 bilhões, dos quais R$ 288 bilhões correspondem à agricultura e R$ 153,8 bilhões à pecuária – foto: divulgação

O Plano de Desenvolvimento da região Norte apresenta os desafios e as oportunidades para alavancar a agropecuária e o crescimento socioeconômico da região – foto: divulgação

O governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), participou na quinta-feira (21), da apresentação do Plano de Desenvolvimento da Região Norte, no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília.

Na presença da ministra Kátia Abreu, o titular do Sistema Sepror, Sidney Leite, abordou a regularização fundiária, a política de crédito tendo em vista o custo amazônico e a questão da logística no Amazonas. Para o secretário, é necessária uma ação interligada entre os setes estados da região Norte para avançar no desenvolvimento do setor primário.

Durante a reunião, a ministra Kátia Abreu falou sobre um programa de ações integradas para o Norte, uma vez que a região possui o setor menos desenvolvido em relação às demais no Brasil.

Diagnóstico

O Plano de Desenvolvimento da região Norte apresenta os desafios e as oportunidades para alavancar a agropecuária e o crescimento socioeconômico da região. O estudo foi feito por pesquisadores da Embrapa e traz um diagnóstico de todos os sete estados do Norte, além de recomendações de programas e ações para desenvolver de forma sustentável a agricultura e a pecuária na região.

“A ministra Kátia defende a ideia de um programa integrado entre os estados e, nesta oportunidade, na presença de representantes de outros estados, falei sobre a necessidade de trabalharmos em conjunto para avançarmos na regularização fundiária, na política de crédito visando o diferencial do custo amazônico, a importância da hidrovia do madeira, da BR-319 e da BR-230 (Transamazônica) para a logística do Amazonas, o zoneamento agroecológico e ainda a interligação com países vizinhos”.

De acordo com o Mapa, a ideia das propostas, programas e ações para a região Norte serão transversais, levando em conta a localidade como um todo; e estaduais, tendo em vista as peculiaridades de cada um dos estados.

Polo de pesca esportiva e profissional

O deputado federal Hissa Abrahão (PPS-AM) sugeriu ao ministro de Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, a criação de um polo de pesca esportiva profissional no Amazonas.

Hissa informou que cobrou do ministro investimento por parte do governo federal no setor, para que seja mais uma alternativa de arrecadação no Estado. O parlamentar ressaltou que os EUA chegam a faturar aproximadamente 40 bilhões de dólares com a pesca esportiva durante uma temporada.

“Por que não pudemos ser um polo profissional de atração turística e esportiva a exemplo do que ocorre nos EUA? Estamos na Amazônia que é cobiçada pelo mundo, e o Amazonas é o maior Estado do país com uma fauna e flora ricas. Então, nada melhor que pedir apoio do governo federal para criar um polo definitivo no Estado”, comentou.

O deputado federal ressaltou que com a criação de um polo oficial, o ribeirinho vai sair ganhando bem como empresários da rede hoteleira, pesca esportiva, gastronomia, entre outros. “Aumenta a economia da cidade e a arrecadação do Estado. Precisamos incentivar a pesca esportiva como alternativa de renda ao povo amazonense”, frisou. O vice-líder do PPS na Câmara Federal, Hissa Abrahão, destacou que convidou o ministro Helder Barbalho para visitar o Amazonas para tratar especificamente da implantação do polo.

Atualmente algumas empresas de turismo promovem anualmente temporadas de pescas esportivas no Estado. Municípios como Barcelos, Presidente Figueiredo, Novo Airão, recebem vários amantes da pescaria. A procura pelo peixe tucunaré é a predileta dos pescadores.

 

Com informações da assessoria

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