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Amazonas debate Base Nacional Comum Curricular (BNC)

Das 7.043 vagas previstas no concurso, a maioria é para professores (5.945) , divididos em cargas horarias de 20 (4.623) e 40 horas (1.322)

A intenção é que os conteúdos definidos na Base Curricular ocupem 60% da carga horária dos estudantes – foto: divulgação

A reformulação do conteúdo didático que alunos de instituições públicas do Amazonas deverão aprender nos próximos anos e que irá compor a Base Nacional Comum Curricular (BNC) foi discutida nesta quarta-feira (2) por professores e alunos do Estado. A proposta será unificar o ensino na rede estadual e essa restruturação deverá acontecer até junho de 2016 pelo Ministério de Educação (MEC).

A intenção é que os conteúdos definidos na Base Curricular ocupem 60% da carga horária dos estudantes. No restante do tempo, as próprias redes de ensino poderão definir o que ofertar aos alunos, desde conteúdos regionais, atividades extras a formação técnica, por exemplo.

O titular da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc) Rossieli Soares, disse que a nova Base da Nacional Comum vai asfaltar o caminho que o Brasil precisa escolher para a educação, sobre o direito do aluno de aprender, e o que o aluno tem o direito de exigir. “Essa nova base servirá para que as escolas parem e discuta com o professor, com os pais, e faça uma construção coletiva dessa base”, destacou.

O documento inicial disponível para consulta pública foi elaborado por um grupo de 116 especialistas, incluindo professores que atuam nas salas de aula. Desde setembro, até a última semana de novembro, segundo o MEC, o documento recebeu pouco mais de 4 milhões de contribuições aos objetivos de aprendizagem.

A discussão deve ser feita até março e até junho será aprovada. Após concluído o documento será feito reflexo de peso em vares setores da educação, como explica o secretário Rossieli. “A partir da Base Nacional Comum o governo federal vai elaborar todos os livros didáticos oferecidos aos estudantes, terá também que ser revisto o Enem, a   formação de professores, o currículo das redes estaduais e municipais, tem que ser revisto o projeto político pedagógico de cada escola, ou seja se vamos melhorar o que a gente ensina, temos que envolver todo os agentes envolvidos nisso”, concluiu.

As propostas feitas até o dia 15 de dezembro serão sistematizadas e uma segunda versão do documento deverá estar disponível até março do ano que vem. A Base Nacional Comum Curricular será debatida em seminários nos 26 estados e no Distrito Federal, antes de ser finalizada. Depois, o documento terá que ser aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), antes de ser homologado pelo Ministério das Comunicações (MEC).

O debate ocorre também na internet através da página do BNC, que é basenacionalcomum.mec.gov.br, onde toda comunidade acadêmica e a sociedade em geral pode participar avaliando as propostas já dadas pelas escolas até o presente momento, além de expor suas próprias opiniões sobre o tema.

Por Joandres Xavier e Agência Brasil

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