Dia a dia

Alunos que não compraram fardamento são barrados em escola estadual

Cada fardamento custa R$ 50 e é de uso obrigatório na escola estadual – Reprodução

Alunos da Escola Estadual Marechal Hermes, localizada na rua Vale no bairro Nova Esperança, na Zona Oeste de Manaus, foram impedidos de entrar na unidade de ensino pela diretora, que não teve o nome informado, nesta segunda-feira (6). Os estudantes foram barrados porque não estavam usando a farda da instituição.

Populares, que residem e trabalham nas proximidades da escola, ficaram revoltados com a situação e resolveram denunciar o caso. Uma comerciante, de 35 anos, disse que a situação chamou a atenção, já que a escola é pública e, mesmo assim, exige que os alunos comprem o fardamento.

“Não entendi essa exigência da diretora. Essa escola é pública, os alunos têm que usar a farda que é dada pelo Estado. Ela não pode mandar que os pais façam e exigir que eles comprem. Não concordo com isso. A mãe de uma das alunas falou que não tinha condições de comprar, mas a diretora falou que era obrigatório o uso do fardamento e, caso eles não estivessem devidamente fardados, não poderiam entrar na escola”, contou a comerciante, que preferiu não ter o nome divulgado.

Outra pessoa que presenciou e ficou indignada com a situação, foi uma dona de casa de 30 anos, que também preferiu não se identificar. Conforme a mulher, algumas crianças chegaram a chorar após serem barradas na entrada da escola.

“Foi uma situação muito humilhante e fiquei muito incomodada com aquilo. Algumas crianças chegaram a chorar e tiveram que ir para suas casas debaixo de chuva, pois estava chovendo forte. Têm pessoas que não têm dinheiro para comprar comida e já colocam os filhos em escolas públicas porque não têm condições de custear os livros e outras exigências feitas, por exemplo, por escolas particulares. Inclusive, a compra de fardamento”, falou a denunciante.

O fardamento, que é composto por calça e blusa, tanto para menino quanto para meninas, segundo as denunciantes, é vendido pelo valor de R$ 50.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que informou que vai apurar a denúncia e adotará as medidas necessárias para solucionar a questão.

Mara Magalhães
EM TEMPO

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