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Alunos protestam contra desvio de recursos públicos em escola de Aparecida

Com faixas e apitos, os alunos bloquearam a entrada da escola para reivindicar melhorias  - foto: Márcio Melo

Com faixas e apitos, os alunos bloquearam a entrada da escola para reivindicar melhorias – foto: Márcio Melo

Um grupo de aproximadamente 50 alunos do ensino médio protestou na manhã desta segunda-feira (6) contra a administração da escola da Escola Estadual Nossa Senhora de Aparecida, no bairro de mesmo nome, Zona Sul de Manaus. Eles acusam a diretora da unidade educacional de desviar recursos públicos, o que teria comprometido a realização de melhorias na instituição.

Com faixas e apitos, os alunos – bastante revoltados – bloquearam a entrada da escola para reivindicar melhorias em sua estrutura física, na merenda escolar e cobrar uma justificativa para o desaparecimento da verba que foi repassada a Associação de Pais, Mestres e Comunitários (APMC), no início do ano. Eles afirmam que estão sendo prejudicados e que essa situação pode afetar o rendimento escolar e até mesmo refletir no resultado do vestibular.

“Queremos saber onde foi parar os R$ 20mil que foram repassados para a APMC e que sumiu logo após o depósito. A diretora até agora não soube explica o desaparecimento do recurso. Além disso, estamos sendo penalizado com a péssima administração dela e do governo. Os condicionadores de ar da maioria das salas não estão funcionando, e com isso, o calor tem sido insuportável”, disse a estudante Yasmim Andrade.

Ela acrescenta que as janelas estão todas quebradas, oferecendo risco de acidente. A quadra de esporte não pode ser mais usada, devido ao abandono que deixou a estrutura comprometida. E que laboratório e a biblioteca também estão inativos. “A merenda está uma miséria. Estão servindo apenas bolacha Maria e ‘Kisuco’. Isso é um absurdo, uma falta de respeito com os alunos”.

Um dos coordenadores da Confederação Nacional de Moradores (Conam), Christian Moraes, apoiou o movimento dos estudantes e participou do ato. Ele disse que a diretora, identificada como Michele Patrícia, foi afastada do cargo no mês de abril, por 90 dias, após a abertura do processo administrativo que investiga o desaparecimento da verba da APMC. Na ocasião, Christian destacou que não somente essa escola, mas as demais unidades de ensino público das proximidades do bairro Aparecida estão sucateadas.

“Estaremos unidos para cobrar do governo e da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc-AM) uma posição sobre as reivindicações. Queremos melhorias em todos os setores e queremos ainda o dinheiro da APM que foi desviado e que poderia estar sendo aplicado na escola neste momento de crise”, salientou.

Em nota, a Seduc-AM informou que está ciente das demandas apresentadas pela comunidade estudantil e informou que já está providenciando reparos emergenciais com o objetivo de melhorar a infraestrutura da escola estadual Nossa Senhora de Aparecida, medidas que serão tomadas a partir desta semana.

Acerca da denúncia de indícios de possíveis irregularidades na aplicação de verbas gerenciadas pela APMC, a Seduc informou que um processo de sindicância já foi instaurado para apurar as irregularidades apontadas. Após a conclusão da sindicância, as medidas cabíveis serão tomadas pelo órgão.

Por Gerson Freitas

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