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Alunos da UEA protestam contra falta de professores

Portando faixas e cartazes grupo realizou um manifesto em frente à sede da reitoria da instituição, na manhã de ontem - foto: divulgação

Portando faixas e cartazes grupo realizou um manifesto em frente à sede da reitoria da instituição, na manhã de hoje  – foto: divulgação

Um grupo de aproximadamente 100 estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) protestou na manhã de hoje (7), contra a extinção de cursos e cobrou melhorias na estrutura de laboratórios e a contratação de professores. De acordo com os acadêmicos, pelo menos cinco cursos, entre os quais economia, contabilidade e língua portuguesa, estão sem professores. Os estudantes interditaram parte da pista da avenida Djalma Batista, em frente à sede da reitoria, na Zona Centro-Sul.

Um dos auditórios do prédio foi ocupado pelo grupo, que portava cartazes e faixas. Alunos do 1º e 3º períodos de economia, disseram que estão sem professores. Segundo ele, houve concurso público para o cargo de docente, mas nenhum profissional foi contratado.

“A gente pede urgência na contratação desses professores, porque a reitoria da universidade anda cogitando suspender as aulas temporariamente até que se resolva o problema. Com isso, quem fica prejudicado somos nós, alunos que viemos para estudar”, disse uma aluna, que preferiu não ter o nome divulgado. “Hoje, não temos laboratórios suficientes para atender a demanda. Estamos estudando sem condições nenhuma. A universidade precisa resolver esse problema urgente, queremos uma resposta”, reclamou.

Reunião

O grupo foi atendido pelo reitor da UEA Cleinaldo Costa, juntamente com demais membros da gestão superior da instituição. Durante a reunião Cleinaldo comentou que as reivindicações dos estudantes são algumas demandas que a universidade vem tentando sanar.

“No seu esforço de melhor qualificar, a UEA já inseriu, em programas de doutoramento, nestes últimos dois anos, 152 docentes. Fizemos contratações da ordem de mais de 300 professores nos últimos três anos e um, de cada três docentes nomeados, foi feito durante essa gestão. Então existe aqui uma enorme preocupação no sentido da qualidade e avanço”, destacou.

A respeito dos laboratórios o reitor informou que a instituição pretende atender a referida demanda, por meio de parcerias com instituições privadas. Em relação as adequações das instalações, Cleinaldo chamou a atenção para o fato de que a UEA quando foi criada, recebeu prédios do governo do Estado que não foram projetados para serem universidade. Eram repartições públicas antigas e assim por diante. “São prédios muito antigos que requerem reparos permanentes e na medida do possível isso tem sido feito”, observou.

Segundo o reitor, a UEA está sempre de portas abertas para ouvir a comunidade, receber seus alunos, professores, técnicos administrativos e dialogar na medida da necessidade. “Essa foi uma reunião importante na medida que posiciona para comunidade e presta contas daquilo que a universidade tem feito”, destacou.

Por Michelle Freitas

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