Dia a dia

Altas temperaturas exigem alguns cuidados com a saúde, orientam especialistas

Proteção adequada e a ingestão contínua de água ajudam a evitar a desidratação no verão amazônico – foto: Janailton Falcão

Proteção adequada e a ingestão contínua de água ajudam a evitar a desidratação no verão amazônico – foto: Janailton Falcão

Apesar dos dias chuvosos registrados em setembro, as altas temperaturas que vêm ocorrendo em Manaus não deixam dúvida sobre a força do verão amazônico. Levando-se em conta que setembro e outubro são considerados os meses mais quentes do ano, é preciso redobrar os cuidados quanto à exposição ao sol. Mesmo acostumados ao “tempo quente”, os habitantes da capital amazonense precisam lembrar que água e proteção são as palavras de ordem.

De acordo com a nutricionista e gerente de relacionamento com o mercado do Laboratório Sabin, Elisa Goulart, durante o verão amazônico, as pessoas suam mais e devem redobrar os cuidados com a hidratação. “É de extrema importância beber bastante água, no mínimo três litros por dia. Vale ressaltar que é necessário ter cuidado em consumir água de boa procedência, para não cair em uma intoxicação alimentar. Além disso, é recomendado usar protetor solar e evitar a exposição direta ao sol, principalmente nos períodos mais intensos, como das 10h às 17h”, observa.

Segundo a especialista, uma dieta rica em legumes e verduras, com carnes magras e saladas, também faz a diferença na hora de manter os cuidados no verão. Ela assegura que esses alimentos são de fácil digestão e contém líquidos, o que auxilia na hidratação. Além disso, observa, a exclusão de alimentos gordurosos e guloseimas em geral também compõem as dicas para encarar o calor sem passar mal.

Os cuidados a serem tomados podem ser vistos como excessivos, mas se fazem necessários, principalmente com relação a algumas doenças com o calor intenso. Conforme Elisa, a exposição excessiva ao sol pode resultar em doenças na pele, como o desenvolvimento das brotoejas, principalmente em crianças. “A exposição solar aguda e intensa (mesmo em dias nublados), sem proteção solar, desencadeia queimaduras solares. Quando detectada alguma alteração na pele, o paciente deve procurar o auxílio de um especialista para garantir o diagnóstico e tratamento correto”, destaca.

Indicadores

Outras inquietações estão ligadas à desidratação, intoxicações alimentares – pois os alimentos se deterioram com mais facilidade – e picos hipertensivos – para aqueles que já são hipertensos.

De acordo com a especialista, a sensação de sede, que parece tão habitual, já é o primeiro sintoma da desidratação. “Além deste, pode-se citar o cansaço mental e corporal, a sensação de aumento da temperatura corporal, dores de cabeça, vertigens e tonturas, náuseas ou vômitos e alterações visuais e auditivas como sintomas prováveis de desidratação”, comenta a especialista.

Porém, a sede nem sempre é um indicador confiável da necessidade do corpo por água, especialmente em crianças e idosos. “O melhor indicador é a cor da urina: clara significa que o corpo está bem hidratado, enquanto uma cor amarela ou âmbar escuro geralmente são sinais de desidratação”, orienta.

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