Dia a dia

Altas temperaturas causam aumento de queimadas em Manaus

Nesta época do ano é comum a ocorrência de queimadas, o que faz com que a fumaça tome conta de algumas áreas da cidade-foto: Alberto César Araújo

Nesta época do ano é comum a ocorrência de queimadas, o que faz com que a fumaça tome conta de algumas áreas da cidade-foto: Alberto César Araújo

O tempo seco e as altas temperaturas têm contribuído para o aumento gradativo de focos de queimadas em Manaus, em relação ao ano passado. Conforme dados do Corpo de Bombeiros, de janeiro até 16 de agosto, foram registradas 139 ocorrências de incêndios em diversas zonas da capital, sendo 15 somente no último fim de semana.

Moradores de áreas como a Zona Oeste relataram que há pelo menos três dias os bairros Ponta Negra e Tarumã têm amanhecido com forte cheiro de queimada e a fumaça tem tomado conta da região. Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que o aeroporto internacional Eduardo Gomes e a Base Aérea de Ponta Pelada não registraram ocorrências de névoa seca ou fumaça.

Conforme o tenente do Corpo de Bombeiros, Janderson Lopes, até o momento foram contabilizadas 31 ocorrências só este mês, número alto comparado ao relatório geral do ano passado, que somou 304 registros de incêndios urbanos.

“Os focos de queimada estão relacionados às altas temperaturas e, eventualmente, com o calor que está fazendo, o número de registros tem aumentado. Neste período, o clima seco contribui para uma vegetação seca, o que resulta em incêndios. Percebemos que este ano a quantidade de queimadas vai ser grande”, disse Lopes.

De acordo com o meteorologista do Inmet, Gustavo Ribeiro, as altas temperaturas registradas estão dentro da normalidade para o período do verão amazônico. Segundo ele, as temperaturas registradas em termômetros nas vias da capital são diferentes e informam temperaturas bem acima da média por sofrerem diversas influências.

Campanha pretende orientar a população

Os malefícios causados pelas queimadas são foco de uma campanha que será lançada neste mês pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). De acordo com o órgão, o problema se agrava a partir do mês de agosto, culminando em setembro, quando são registrados os índices mais elevados de calor. De 2013 até agora, foi registrado um decréscimo no número de denúncias, 55%, num comparativo entre os sete primeiros meses de 2015 e 2013.

De janeiro a julho deste ano, foram registradas 147 denúncias de focos, contra 161 denúncias no mesmo período de 2014 e 323 em 2013.

Ao longo do semestre, serão desenvolvidas ações de sensibilização, com a finalidade de chamar a atenção da população para a problemática. Em caso de incêndio e queimadas de grande porte, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado. Os responsáveis por produzir queimadas podem ser denunciados à Semmas.

Por Cecília Siqueira

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