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Alta do dólar impulsiona falta de medicamento em drogarias e farmácias de Manaus

Medicamentos tarja preta, antibióticos, e para o controle da hipertensão são os que mais estão em falta- foto: Diego Janatã

Medicamentos tarja preta, antibióticos, e para o controle da hipertensão são os que mais estão em falta- foto: Diego Janatã

Motivado pela alta do dólar, e alguns princípios ativos para a fabricação de medicamentos, alguns laboratórios deixaram de produzir medicamentos causando uma espécie de ‘ruptura’ em drogarias e farmácias populares em Manaus, deixado consumidores sem os produtos. As drogas que mais tem faltado nas prateleiras das farmácias, públicas e privadas da capital então ligadas a medicamentos tarja preta, os chamados controlados, antibióticos, e para o controle da hipertensão.

“Não encontro o medicamento na Cema (Central de Medicamentos). A situação é absolutamente precária pois remédios importantes estão faltando. Meu filho toma o respiridona, de 2 miligramas e comprando apenas em algumas farmácias, e custa uma média de R$ 600,00”, afirma a aposentada Maria das Graças Almeida, que cuida do filho com problemas mentais.

O respiridona é um medicamento usando para o tratamento anti-psicótico e atua ao alterar os efeitos de substâncias químicas no cérebro. Também é usado para tratar da esquizofrenia e os sintomas e de transtorno bipolar.  “Nas farmácias populares não tem. Se ele não tomar ele passa mal”, a aposentada.

Segundo a gerente de marketing da rede de Farmácias da Santo Remédios, Rebecca Tomé, houve uma falta de medicamentos entre os meses de maio e abril, mas que que a rede de farmácias está começando a se estabelecer. “Tivemos alguns problemas entre os meses de maio e abril, mas começaram a indústria começou a produzir novamente e esperamos qual a partir dos próximos meses se estabeleça normalmente”, garantiu a gerente.

“Na verdade, faltou os princípios ativos para indústria, como a axefalexina, ampicilina, entre outros. O abastecimento dos medicamentos em todo país funciona de uma só forma, se falta a compra da matéria prima no mundo, nenhuma indústria consegue comprar, então não conseguimos comprar nem os genéricos, nem similar, nem o das grandes marcas, porque, querendo ou não, três possuem o mesmo princípio ativos, só são fabricados por empresas diferentes”, afirma a gerente.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Drogas do Amazonas (Sindidrogas), Armando Reis, o problema que está acontecendo é grave, pois alguns laboratórios deixaram de produzir certas drogas. “Estamos tendo alguma falta, temos alguns produtos que laboratórios pararam de produzir por conta da matéria prima que é importada. Também neste final de ano as empresas deram férias ao pessoal, e tudo isso agravou a falta de medicamos, como também alguns produtos que os laboratórios deixaram de produzir”, afirma Reis.

“Não é comum, até porque todo mundo tem férias, o principal, a material prima dos remédios, são impostados em dólar, que deu picos de até R$ 4 reais, fazendo com que alguns laboratórios deixassem de fabricar esses produtos”.

Conforme Reis, ao contrário do que garantiu Rebecca Tomé, esses medicamentos podem ser substituídos pelos genéricos. “Temos tido problema também na distribuição dos medicamentos nas farmácias populares, pois o governo cortou todo o orçamento para o programa, alegando falta de recursos pois não estava no orçamento”, garantiu o presidente.

Por Stênio Urbano

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