Política

Alimentação diferenciada para alunos alérgicos pode virar lei em escolas de Manaus

Vereador quer que escola faça alimentação diferenciada - foto: divulgação

Vereador quer que escola faça alimentação diferenciada – foto: divulgação

A Câmara Municipal de Manaus aprovou na manhã desta terça-feira (2), a deliberação do Projeto de Lei Nº 109/2015, que dispõe sobre a criação de um programa de alimentação diferenciada para alunos alérgicos na rede municipal de ensino. O projeto é de autoria do vereador Professor Bibiano (PT), e prevê que exames de constatação de alergia sejam disponibilizados para as escolas por meio dos pais ou responsáveis do aluno e, a partir dai, a unidade de ensino criará um banco de dados e informações sobre os alunos portadores de alergias a produtos alimentícios, especialmente elaborados com lactose, glúten, proteína do leite de ovo, entre outros, para que os eles sejam assistidos pelo programa com merenda escolar diferenciada.

“Nossa proposta tem o objetivo de garantir a assistência necessária às pessoas que sofrem com alergias a certos alimentos, bem como amenizar o desconforto trazido por essa peculiaridade à população estudantil, que mais precisa da merenda escolar. Esses alunos precisam ser tratados de forma igual”, destacou o vereador.

A merenda escolar será oferecida obedecendo a um cardápio diferenciado, elaborado por um nutricionista habilitado, e o acompanhamento da execução e dos resultados do programa será feito pelo Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CMAE).

Pesquisam mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, de acordo com o tipo de deficiência apresentada. Segundo o Dr. Dráuzio Vallera, intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite. É um distúrbio digestivo.

Já, a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), como é conhecida por muitos, ocorre pela presença de algumas proteínas do leite que são identificadas pelo sistema imunológico como um agente agressor, desencadeando vários sintomas desagradáveis como: Outra alergia é ao ovo que pode ser identificada nos primeiros anos de vida da criança, e deve-se a uma reação alérgica do organismo em relação a uma proteína presente na clara do ovo. Os principais causadores da alergia são ovoalbumina, ovomucóide e conalbumina. Os sintomas são urticária; placas avermelhadas e inchadas na pele; dificuldade para respirar; inchaço da língua e ou garganta; pressão baixa. O único tratamento neste caso é a exclusão do ovo na alimentação.

“Ter acesso à alimentação saudável e adequada é uma das formas do exercício da dignidade da pessoa humana. Muitas crianças fazem sua primeira refeição na escola, em alguns casos a única refeição e as que tem alergia precisam de maior atenção”, concluiu Bibiano.

 

Com informações da assessoria

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